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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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  08/12/2007
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MP prova que bom desempenho depende de compromisso

Para quem acredita que ser jornalista é fácil, o Matéria Prima mostra que jornalismo está ligado a esforço e dedicação

MP prova que bom desempenho depende de compromissoBrenda Caramaschi
Ao abrir pela última vez a lauda eletrônica padronizada na qual redigimos os textos para o jornal Matéria Prima, confesso que a sensação foi de perda. Uma sensação bem diferente da insegurança que senti quando fiz esse ritual pela primeira vez. Encaixar o título na quantidade de caracteres estipulados, contar as letras da linha fina, construir o lead, o sub-lead, o corpo do texto, colar a imagem. Tarefas que se tornaram tão automáticas que é difícil não dizer que se tornaram um hábito. No melhor sentido que a palavra "hábito" possa ter.

O compromisso de verificar a editoria da quinzena, elaborar uma boa pauta, com entrevistados adequados, fazer entrevistas eficientes, construir um texto jornalístico harmonioso e perceber, na hora da correção, que o que está "bom" pode sempre ser melhorado. Essa foi a rotina a qual o segundo ano de jornalismo teve de se adaptar em 2007.

Falando assim parece muito fácil. Mas só parece. Afinal, qual é o critério que define o que é "uma boa pauta"? Para muitos é uma proposta de matéria atrativa que aborde determinado tema de um ângulo jamais pensado. Mas logo percebemos que não existe nada que jamais tenha sido pensado. Pra outros, uma boa pauta é aquela que você pode cumprir sem muito esforço e te ocupa o menor tempo possível para realizar.

E o que vem a ser a definição de "entrevistados adequados"? Alguém que tenha propriedade para falar sobre o tema da reportagem e, conseqüentemente, pode fornecer as melhores informações para enriquecer a construção do texto diriam alguns; alguém que possa falar algo sobre o tema e seja o mais acessível possível, pensariam outros.

O que é mais fácil pode ficar pronto mais rápido e te deixar apto para cumprir os demais compromissos que todos nós temos, mas nem sempre te garante condições para redigir uma matéria interessante e atrativa dentro dos padrões jornalísticos. Aquela reportagem que custou horas ao telefone agendando entrevistas ou checando informações, "chás de cadeira" de fontes ocupadíssimas, que não tinham tempo para receber "estudantes" de jornalismo, e muita concentração na hora de redigir o texto, essas sim, eram as que davam mais prazer de ver publicadas no site. E isso o Matéria Prima e, claro a professora, nos ajudaram a entender.

Logo o medo e insegurança na hora de fazer uma entrevista ou decidir que tema abordar, bem como o fato de ter de enfrentar os próprios erros a cada correção foram ficando para trás. Os deslizes na pontuação, a presença de "personagens" agindo como "fontes" e as construções de frases confusas também. Evoluímos, a duras penas, é verdade. Fomos impulsionados por sabermos que o Matéria Prima não é apenas o método de avaliação usado em uma disciplina para a qual temos de atingir a média da pontuação para passar de ano. Antes, é ele o primeiro contato que os alunos do curso de jornalismo do Cesumar têm com a prática da atividade jornalística.

E se termino este ano vitoriosa por ter conseguido ultrapassar tantas barreiras e limitações impostas por mim mesma quanto à capacidade de desenvolver cada um dos gêneros jornalísticos para publicá-los, é, também, graças ao jornal Matéria Prima. A sensação de perda que mencionei no início do texto se justifica quando penso que não terei no próximo ano o compromisso de entregar uma matéria a cada 15 dias para ser corrigida. E a justificativa é mais contundente se paro para analisar o crescimento profissional e pessoal que essa atividade me proporcionou. É assim que me despeço do Matéria Prima e seus leitores, bem como de toda a equipe que perseverou na publicação das reportagens ao longo do ano " com saudades, mas com a sensação de dever cumprido.


Imagem/Arquivo particular Brenda Caramaschi
brenda_caramaschi@hotmail.com


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