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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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  08/12/2007
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O ano em que nos tornamos jornalistas

Ano cheio de descobertas, alegrias, tristezas, momentos bons e ruins, que guardaremos sempre em nossas lembranças

O ano em que nos tornamos jornalistasDanielle Sgorlon
É. Mais um ano passou. A faculdade está terminando. Ano que vem, seremos jornalistas. Diplomados. Uma tremenda responsabilidade. Responsabilidade que estamos adquirindo com as experiências dentro da faculdade. É incrível como nossas idéias, conceitos, visões, mudam com o passar do tempo. Nem é um tempo tão longo. Três anos. Mas o suficiente para deixar lembranças e saudades para sempre.

Quando a professora pediu que escrevêssemos o primeiro texto: tortura. Imagine, não conseguiríamos. Não ficaria bom. "Meu Deus, eu não consigo." Era o que mais se ouvia entre os colegas. Mas conseguimos. E depois do primeiro, vieram outros, mais outros. E a cada dia nos tornamos melhores.

A primeira entrevista. Frente a frente com o entrevistado. Nossa! A voz não saía, as perguntas se enrolavam. Acho que é normal. Um terror gostoso e normal para os aspirantes a jornalistas. Acho que o mesmo terror que um adolescente sente ao dar o primeiro beijo. Um medo de não saber o que fazer. Mas no fim, a alegria de ter conseguido e de ter sido maravilhoso. É. Mais ou menos isso.

Uma experiência nova a cada dia. É isso que o jornalismo me proporcionou durante esses três anos. Um curso que nunca tinha pensado em fazer. Uma profissão que nunca esteve entre minhas primeiras (nem segundas) opções. Como dizem: "caí de pára-quedas". De repente, me vi inserida nesse mundo. E confesso. A-D-O-R-E-I. E estou adorando. Cada texto que escrevo, cada matéria que faço, cada pessoa que entrevisto, cada vez que ouço minha voz no rádio e que me vejo na telinha, sinto um arrepio que percorre meu corpo e descubro que realmente encontrei meu caminho. Aqui é meu lugar. O jornalismo se torna a cada dia, mais importante em minha vida. Ocupa um lugarzinho especial e a fascinação pelo meu trabalho só aumenta.

As amizades. Bem, isso é um capítulo a parte na nossa história. Brigas, desentendimentos, trabalhos complicados, discussões para decidir funções. A rotina normal de qualquer estudante universitário. Mas, com certeza, alguns desses guerreiros que estiveram comigo até aqui, alguns deles, eu vou levar comigo por toda a vida. Amizades maravilhosas, que se tornaram mais fortes a cada etapa vencida. A cada trabalho entregue. Bem feito, mal feito, no prazo, fora dele, não importa. O que importa é que estivemos juntos e ainda estaremos por muito tempo. São pessoas especiais. E tenho certeza que algumas delas, encontrarei no mercado de trabalho e ainda teremos muito orgulho em trabalharmos juntos.

É complicado escrever um texto de despedida, quando na realidade não queremos nos despedir. As palavras parecem que não saem da forma como queremos. Os pensamentos não se estruturam corretamente e ficam meio desordenados. Mas acho que isso também é normal. Acho que é o que chamamos de nostalgia. Saudade. Sei lá.

Este ano foi cansativo, havia horas em que achávamos que não conseguiríamos. Os trabalhos da faculdade se acumulavam, o tempo era sempre curto. Faculdade e trabalho, trabalho e faculdade. A rotina era sempre a mesma. Os finais de semana viraram segundas-feiras e as segundas-feiras continuaram sendo segundas-feiras. Era incrível como, às vezes, parecia que passávamos um mês sem ter sábados e domingos. Feriados? Viraram lenda. A semana mudou. Tempo? Palavrinha importante e sempre difícil de achar. O tempo parece que se escondia. Mas no fim, demos conta de tudo e de forma maravilhosa. Sabemos que nosso dia-a-dia dentro das redações será assim, corrido, mas sabemos, depois deste ano, que daremos conta do recado.

O MP é uma experiência ímpar. Nada se iguala a ele dentro da faculdade. A experiência que nos proporciona a cada edição corrigida vai ser útil em toda a nossa vida profissional. É muito triste e ao mesmo tempo, muito bom, ver que passou tão rápido. Que este é nosso último texto escrito para o jornal Matéria Prima. Mas sabemos que novas experiências virão. Tão ou mais gratificantes. Mas o que sabemos também, é que o terceiro ano de jornalismo ficará marcado em nossas vidas por um bom tempo. "O ano em que nos tornamos jornalistas." Não porque recebemos um diploma, porque esse só virá ano que vem, mas porque, sem dúvida, foi o ano em que nos descobrimos. É. "O ano em que nos tornamos jornalistas."


Imagem/Arquivo particular Danielle Sgorlon
dani.sgorlon1@hotmail.com


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