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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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  01/09/2007
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SATISFIRE - "Tocar com Andréas Kisser foi uma injeção de ânimo"

A banda Satisfire fala sobre as influências de seu novo disco e mostra que nem só de metal vivem os metaleiros.

SATISFIRE - Thiago Meister Carneiro

No começo do mês de julho, a banda paranaense "SatisFire" finalizou a gravação do seu primeiro álbum, produzido por uma fera do metal, Ricardo Confessori (baterista e líder do Shaaman e ex-baterista do Angra e Korzus). O lançamento do disco, que terá 13 faixas cantadas em inglês, português e espanhol, está previsto para o começo de novembro deste ano. Logo depois, a banda vai partir para uma turnê Ibero-americana.
Para este trabalho, o Satisfire bebeu da fonte de Sepultura e Pantera, além de clássicos como o Rush e AC/DC. "Ouvimos muita coisa! Só posso lhe dizer que somos muito ecléticos", disse o baixista Anderson Ferreira. A banda conta ainda com Daniel Gonzalez (vocal), Estevão Zeni (guitarra) e Alessandro Küster (bateria).

Como foi o começo da banda e como surgiu o nome SatisFire?
Éramos fanáticos por bandas como Van Hallen, Metallica e Black Sabbath. Tínhamos cerca de 16 anos e estudávamos juntos. O Alessandro e o Estevão já tocavam. Eu não sabia nem pegar num baixo, mas cheguei para eles e falei: "Temos que fazer uma banda!". Que cara de pau! (risos). Eles falaram: "Como vamos montar uma banda se você nem sabe tocar ainda?". Quando fomos ensaiar pela primeira vez, não sabia tocar porra nenhuma. Aí me mandaram ir pastar (mais risos). Depois de um tempo é que começamos a ensaiar decentemente. Quando o Daniel entrou é que nos firmamos como banda mesmo. O nome também veio na escola. Eu estava de saco cheio de uma aula de física e comecei a riscar a carteira tentando achar um nome para a banda que soasse bem. Acabou surgindo do nada a mescla de Satisfaction e Fire.

Com o passar dos anos pode-se dizer que vocês têm novas influências?
Claro! Fomos conhecendo vários sons que para nós era coisa nova. E até hoje escutamos muita coisa diferente. Sempre tivemos o objetivo de enriquecer nosso som e conhecer novas coisas, esta foi e ainda é a idéia inicial.

Em menos de dois anos depois de lançar a primeira DEMO, vocês já estão a ponto de lançar seu primeiro Full Length e talvez fazer uma grande tour. De que forma a banda vem divulgando seu som até agora?
Logo que o Daniel entrou, lançamos a demo e a divulgamos fazendo cerca de 25 shows no Sul do Brasil e um no Paraguai no primeiro semestre de 2006. Com esses shows e com a internet, conhecemos muita gente que nos ajuda a divulgar em rádios, coletâneas, revistas e mesmo no velho boca a boca.

Em um desses shows de divulgação da demo, vocês fizeram uma jam com Andreas Kisser, do Sepultura. Como foi dividir o palco com uma importante influência?
Caralho! Foi uma injeção de ânimo para todos da banda conhecer e tocar com uma pessoa como ele.

Como chegaram a conhecer o Ricardo Confessori? Houve algumas mudanças nas músicas ou o produto final ficou do jeito que vocês imaginavam?
O Alessandro teve a oportunidade de conhecê-lo quando ele estava passando por nossa cidade e lhe deu a nossa demo. Ficamos sabendo por meio de um amigo que ele tinha curtido o som. Depois, tudo foi conseqüência. Houve poucas mudanças na maioria das músicas, mas o Ricardo foi muito importante para o resultado de "Brutal Anthropy", nos deu muitas dicas e ajudou a definirmos melhor o som.

O que podemos encontrar nas letras de "Brutal Anthropy" e que significado tem esse título?
A maioria dos temas está relacionada ao cotidiano e à experiência de vida. O título "Brutal Anthropy" está relacionado com o brutal descontrole em que o ser humano atual se encontra com seu meio ambiente, com o seu próximo, com a sua saúde, com suas idéias e consigo mesmo.

A música "Guerra Justa!?" (que está disponível em www.myspace.com/satisfiremusic) tem duas versões, uma cantada em espanhol e outra em português. Por quê?
A música foi composta em português. Ela é inspirada em um verso encontrado no livro "Visión de los vencidos" do mexicano Miguel León Portilla. Quando estávamos gravando a bateria e o baixo, ficamos num hotel em São Paulo, no qual fizemos amizade com uma argentina que estava a uma semana passando as férias no Brasil. Ao perceber a facilidade que tínhamos de nos comunicar com ela, falei para o Alessandro: "Por que não fazemos uma versão em espanhol da música?". No outro dia, ligamos avisando o Daniel para tomar umas aulas de espanhol com um amigo nosso que passou uma temporada no México.

A música brasileira é conhecida mundialmente por possuir ritmos fortes e distintos. Nos anos 90, discos de bandas brasileiras de metal foram conhecidos no mundo por fazer uma mescla de metal com alguns desses ritmos. Pode-se afirmar que o SatisFire também segue esta linha com seu debut?
Não creio que "Brutal Anthropy" siga a linha destes discos. Não quero dizer que somos a banda mais original do mundo, mas acho que cada um tem uma influência diferente e assim juntos fazemos o "SatisFire". A música brasileira também é influência para nós, mas é uma de muitas influências.

Para ouvir:
www.myspace.com/satisfiremusic
Visite a página do SatisFire no Orkut.

Imagem/Divulgação
"Sempre tivemos o objetivo de enriquecer nosso som"

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