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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Cidadão Maringá
  07/04/2007
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ARLINDO PADOVAN - "Meu trabalho é tranqüilo no parque"
Segurança do Parque do Ingá diz que nunca ocorreram incidentes durante o período em que esteve trabalhando como vigia
ARLINDO PADOVAN - Bruno Pimenta
Arlindo Padovan, 63, nasceu na cidade de Pompéia, em São Paulo. Aos 12 anos mudou-se com a família para Umuarama (PR) para trabalhar nas lavouras de café, cultura emergente no Estado. Após um tempo na cidade, acompanhou os pais para Assis Chateaubriand, também no Paraná, onde continuou na lavoura de café.

Aos 18 anos veio para Maringá com toda a família. Morou em uma chácara e continuou trabalhando na roça. Isso até o ano de 1995, quando , seo Arlindo, como prefere ser chamado, então com 51 anos, foi aprovado no concurso para vigia da Prefeitura de Maringá. Com a vaga garantida, foi ser segurança do Parque do Ingá, onde trabalha até hoje.

Seo Arlindo é casado, pai de dois filhos. Em entrevista ao jornal Matéria Prima, realizada no Parque do Ingá, ele conta um pouco de seu trabalho no parque e também que sua vida poderia ter tomado outro rumo, o do futebol.

Ser vigia de parque pode ser perigoso. Como é o trabalho para o senhor?
Meu trabalho no parque é tranqüilo, nunca tive problemas com ninguém. A população me respeita.

Como é o relacionamento seu com os outros funcionários do parque, e qual o seu turno?
Me dou bem com todos, graças a Deus. Eu faço turnos alternados junto com o outro guarda, o Bastião (Sebastião).

O senhor teve chance de ter outra profissão?
Quando tinha 12 anos, em Umuarama, vieram uns olheiros ver eu jogando bola. Queriam me levar, mais os pais não deixaram. Poderia ter sido jogador. Acabei ficando e ajudando meu pai na roça.

O senhor queria virar jogador?
Queria sim. Eu jogava muito bem, de lateral direito. Poderia ter feito sucesso, mas naquela época era complicado, vinham os olheiros de longe, ninguém sabia para onde iam levar a gente. Meus pais tinham razão de não me deixar ir.

Imagem/Bruno Pimenta
Arlindo Padovan, vigia do portão principal do Parque do Ingá

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