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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Cidadão Maringá

  26/05/2007
  1 comentário(s)


GILBERTO JORDÃO - "Quero vencer com minha inteligência"

Professor mostra que sonhos são possíveis, mas que é preciso talento e coragem para conseguir colocá-los em prática

Bruna Dias
"Você chegou até aqui e agora não vai desistir. Persista, tente mais uma vez, não tenha medo. Esta pode ser a única oportunidade que tem neste instante, não jogue fora."

Esse é Gilberto Jordão, 51 anos, natural de Terra Boa, interior do Paraná. Quando saiu de sua terra natal, ainda muito novo, mudou-se para Maringá e começou a trabalhar aos 10 anos de idade numa quitanda. Trabalhou também como carregador de carrinhos em um armazém, balconista, técnico em conserto elétrico doméstico, auxiliar de escritório e assistente administrativo.

Hoje, Jordão é formado em administração pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com pós-graduação em marketing político. Casado e pai de dois filhos, trabalha como articulista em vários jornais, é professor universitário, mestre em educação, palestrante, escritor e consultor administrativo. Já publicou três livros, mais de 800 artigos jornalísticos e dez artigos científicos.

Jordão, menino pobre que com a sua força de vontade construiu um caminho com seus objetivos inseridos nele, um dos quais é a paixão por escrever. Desafiador das dificuldades que a vida o fez passar, começou de baixo e não sente vergonha de dizer isso aos quatro ventos.

Em entrevista para o jornal Matéria Prima, Gilberto Jordão falou sobre sua vida, seu trabalho e seus projetos.

Como o senhor começou a se interessar pela área da comunicação e da educação?
Pela área de comunicação, foi quando comecei a fazer letras na UEM, curso que parei por causa do inicio do meu mestrado. Teve um dia que a professora de letras Janete Monteiro, pediu para eu fazer um texto. Eu já escrevia mas nada tinha sido publicado até então. Fiz um poema, mas nem dei tanta importância. Só sei que a fez chorar e que depois ela publicou. Eram coisas normais para mim, mas que a tocaram. Lembro dela me dizendo: "Jordão você tem capacidade". Foi ela quem despertou em mim o interesse, ela me passou todas as técnicas juntamente com o professor Tadeu França. A partir desse dia não parei mais de escrever. O interesse pela área da educação surgiu da crítica que eu fazia aos meus professores, acho que é por isso que escolhi essa área.

Como vem essa inspiração para escrever?
Me tranco no quarto no sábado e no domingo, coloco uma placa para ninguém incomodar. Sento, coloco música suave, orquestral ou MPB. Escrever é meditar, é um dom que a cada dia de que se aperfeiçoar mais.

Qual o recurso que o senhor usa para vender seus livros? E qual a
repercussão deles?

Eu sou o recurso. Sempre dei a cara para bater. Já vendi nas praias, vendo nas empresas e vou até a casa das pessoas. Gosto de ir pessoalmente mostrar o meu trabalho, deixo sempre uma mensagem em cada lugar que vou. Eu chego, as pessoas não querem que eu saia mais. De sete visitas que faço apenas duas não compram, a maioria ganha um salário mínimo ou está desempregada. Eles ouvem o que eu falo, tem pessoas que se emocionam. Eu procuro mostrar o que elas precisam ouvir. Muitas vezes até me ligam pedindo os livros. Eu cobro porque é uma arte e preciso também. Sabe, você tem de difundir a mídia, e eu continuarei sempre indo de porta em porta.

Uma breve descrição do que o senhor é hoje, e de alguma coisa que ainda queira fazer.
Sou escritor, político e educador. Quero fazer parte da academia de letras e quero crescer com minha inteligência.

O senhor foi uma pessoa que precisou batalhar e driblar as imposições
que surgiram. Aproveitou com empenho a chance que surgiu na sua vida, já que a falta de recursos era sua maior dificuldade. Hoje qual é a mensagem que o senhor daria para os jovens que estão começando?

Olha, os jovens são diferentes do que muitos pregam. O jovem é inteligente. O que eu vejo é que o educador tem de despertar o aluno, tem de quebrar as barreiras, ou seja, dar ferramentas. Eu acredito no jovem, ele é bonito, eu me arrepio com ele. Eu sempre falo uma coisa: para você vencer, tem de ser diferente. O jovem é criativo, tem de deixar ele pensar. A mensagem que eu daria é a seguinte: começar de baixo, ser humilde e saber ouvir. E, claro, estudar muito, pois no Brasil está difícil com estudo, imagina sem.

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