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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Cidadão Maringá
  29/09/2007
  2 comentário(s)


VALDOMIRO ALEXANDRE - "Não preciso de muita coisa para ser feliz"
Vida de jardineiro vai muito além de limpar casas; ele passa por momentos únicos todos os dias em seu trabalho
VALDOMIRO ALEXANDRE - Dálete Menequelli
Ainda há muitas pessoas que sofrem preconceito e têm vergonha de sua profissão. Nascido na cidade de Marília " interior de São Paulo " em 1949, o jardineiro Valdomiro Alexandre diz que no começo foi difícil enfrentar os comentários maldosos das pessoas, mas hoje é feliz com o seu trabalho. Desde criança trabalhava com os pais e os irmãos, no sítio da família. Quando tinha 18 anos, seu pai perdeu o sítio e todos começaram a trabalhar fora. Já trabalhou com gado, ordenhando vaca e como caseiro.

Está em Maringá há oito anos. Mora no bairro Copacabana, onde trabalha como jardineiro. Com sua carroça e seu cavalo, Alexandre recolhe entulho e faz limpeza nas casas da vizinhança. É junto de sua mulher que ele consegue manter as despesas da casa " que com muito esforço conseguiu construir e só pôde pintar há seis meses.
Em entrevista ao jornal Matéria Prima, ele conta que se diverte trabalhando. Cada dia tem uma nova história para contar.

O senhor disse que já foi vítima de preconceito no seu trabalho. Como foi isso?
Como eu trabalho no sol, mexendo com terra e entulho, geralmente estou com roupa e sapatos sujos. Uma vez me perguntaram se eu queria roupa limpa e comida. Me senti ofendido, mas depois falei que estava trabalhando e tudo ficou bem. Não guardo mágoa de ninguém.

Por que o senhor veio para Maringá, já que é do interior de São Paulo?
Eu trabalhava em uma fazenda, em Paiçandu, [distante 15 km de Maringá] e fui transferido para cá. Eu não imaginava que fosse gostar tanto daqui. Eu me sinto bem, conheço todo mundo. Não trocaria a cidade por nenhuma outra.

O senhor tem três filhos bem empregados. Eles o ajudam?
Eu nunca aceitei a ajuda deles. Graças a Deus, nunca me faltou nada. Eu quero que eles continuem trabalhando para que possam ter suas famílias e construir suas casas. É a minha única exigência.

O senhor trabalha no sol e sempre bem-humorado. Qual o segredo de sua felicidade?
Eu não tenho medo do sol, não. Eu gosto da vida. Respeito as pessoas. Não tenho problema com ninguém. Gosto da minha profissão. Faço o meu trabalho brincando todos os dias. Todo mundo me pergunta o motivo de tanta alegria. Deve ser porque eu não preciso de muita coisa para ser feliz.

Imagem/Dálete Menequelli
Valdomiro Alexandre é jardineiro há oito anos em seu bairro

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