| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

Capa |  Artigos & cia  |  Cidadão Maringá  |  Comentário  |  Conto  |  Crítica  |  Crônica  |  Entrevista  |  Erramos  |  Geral  |  Livro  |  Moda  |  Opinião  |  Reportagem  |  Você no MP


 Cidadão Maringá
  21/04/2007
  0 comentário(s)


ZUZA BALBINO DOS SANTOS - "Posso perder o emprego de vigia, mas será por um bem maior"
Segurança garante que o rebaixamento da linha férrea de Maringá será benéfico para o trânsito e até para ele
ZUZA BALBINO DOS SANTOS - Alana Gazoli
Zuza Balbino dos Santos, 67, é vigia do cruzamento da linha férrea com a Avenida Tuiuti, na região leste de Maringá. Ele nasceu em Alagoas, mas junto com os pais e mais 13 irmãos, trabalhou nas lavouras dos Estados de São Paulo e Paraná.
Em agosto de 1984, Balbino veio para a Maringá em busca de um novo emprego. Com pouca formação escolar, quatro filhos e mulher que dependiam dele, Zuza precisou aceitar um emprego noturno. Foram 21 anos trocando o dia pela noite como vigia dos cruzamentos da linha férrea de Maringá.

Zuza também adquiriu experiência na área de vigilância de escolas e hospitais, mas foi no controle das cancelas que ele descobriu o que realmente gostava de fazer. Neste ano, ele irá completar 23 de profissão. Período que não deve se estender por muito tempo, devido às obras de rebaixamento da linha férrea, que segundo a prefeitura, devem ficar prontas no final de 2008.

O objetivo dessas obras é criar a Supervia Leste-Oeste, entre as avenidas Pedro Taques e Tuiuti, para melhorar o trânsito da cidade. O avanço na área de planejamento e desenvolvimento urbano facilita a vida dos maringaenses, por exemplo, evita congestionamentos. Entretanto, pode acabar com alguns empregos, como o do vigia Zuza.

O senhor teme perder o emprego por conta dessa modernização?
Sei que esta função vai desaparecer, mas eu posso ser vigia de outro lugar. O rebaixamento da linha férrea é prioridade, é para um bem maior. Eu vejo a preocupação das pessoas, o desespero da polícia e das ambulâncias e até mesmo um incômodo para mim, quando precisamos esperar o trem passar.

Existe alguma diferença em trabalhar como vigia no cruzamento da linha férrea e em outros lugares?
Profissionalmente não. A função é a mesma. Mas a segurança é diferente. Nas escolas, os alunos não me respeitam, não me obedecem e até me ameaçam caso eu não faça o que eles pedem, como abrir lugares proibidos aos sábados e domingos. Já na linha do trem, poucas vezes me desrespeitaram.

O senhor já foi ameaçado ou agredido no cruzamento da linha férrea?
Como vigia, estou vulnerável a tudo, como assaltos e agressões. Geralmente os motoristas perdem a paciência de esperar o trem e descontam em mim, como se eu fosse o culpado. Uma vez um motorista me xingou só porque eu disse que não sabia quanto tempo o trem iria demorar para passar.

Mas o senhor não sabe quanto tempo demora e quantas vezes o trem passa por dia no cruzamento?
Infelizmente não. Eles surgem a qualquer momento, quando apontam no horizonte tenho que ir correndo abaixar as cancelas. Os maquinistas são obrigados a avisar com buzinas, mas às vezes eles esquecem e nós não temos comunicação com eles. Existe um grande risco de acidentes, por isso, o rebaixamento é fundamental.

Imagem/Alana Gazoli
Vigia aguardando a passagem do trem para erguer a cancela

OS COMENTÁRIOS QUE NÃO TIVEREM O NOME COMPLETO DO AUTOR E EMAIL PARA CONTATO NÃO SERÃO PUBLICADOS


  Mais notícias da seção ° no caderno Cidadão Maringá
23/06/2008 - ° - Carlos Eduardo Rossi - "Sim, me considero capaz"
Com força de vontade ele ultrapassou barreiras e mostrou que a paralisia cerebral não pode ser apenas uma deficiência ...
10/11/2007 - ° - GIUSEPPE MILANI - "O Brasil tem futuro daqui a 50 anos"
Apaixonado pela gastronomia, chef conta um pouco de sua trajetória e fala sobre o futuro da atividade no País...
03/11/2007 - ° - JULIEDES NUNES - "Enfrento mais preconceito trabalhando como policial do que como gari"
Ex-gari deixou o ofício há mais de um ano em Maringá, mas fala com carinho do trabalho...
13/10/2007 - ° - LUIZ KOSHIBA - "Aqui não dá pra se viver só de música"
Para o pioneiro muito trabalho e boa música são os ingredientes perfeitos de uma vida saudável, tranqüila e longínqua...
29/09/2007 - ° - VALDOMIRO ALEXANDRE - "Não preciso de muita coisa para ser feliz"
Vida de jardineiro vai muito além de limpar casas; ele passa por momentos únicos todos os dias em seu trabalho...
15/09/2007 - ° - CLOVES DA ROCHA - "Trabalho de engraxate é desvalorizado"
Apesar de todas as dificuldades, engraxate concursado para agente de saúde pública não troca sua profissão por nada...
08/09/2007 - ° - OSVALDO VERLI - "Quando estou de férias, sinto falta do pessoal"
Vendedor de raspadinha diz que só deixaria de trabalhar se ganhasse na Mega Sena ou se alguém o tirasse dali...
01/09/2007 - ° - Maria Tereza Garcia - "Ajudo os carentes para realização pessoal"
Há mais de uma década mulher de 53 anos trabalha voluntariamente fazendo "sopão" e distribuindo aos necessitados ...
18/08/2007 - ° - ONÉDIO CARDOSO - "Hoje sou um taxista feliz"
Quase 30 anos trabalhando em banco e sete dentro de um táxi, ele gosta mesmo é de lembrar da época em que jogava futebol...
11/08/2007 - ° - ALBERTO ARI DA SILVA - "Faço meu trabalho com amor e respeito"
Tratorista foi criado na roça, estudou até quarta série e hoje conduz o trenzinho do Parque do Ingá...
07/07/2007 - ° - FRANCISCA DIAS - "Estou velha, mas não estou morta"
Esbanjando simpatia e disposição aos 82 anos, limpadora de túmulos tem histórias singulares de lutas e conquistas ...
30/06/2007 - ° - EMANUEL DOS SANTOS - "Amo meu trabalho e só vou parar o dia que Deus me chamar"
Pedreiro enfrenta todos os dias uma nova jornada de trabalho, suportando até nove horas de serviço pesado...
23/06/2007 - ° - MOACIR APARECIDO LANGUINI - "Eu ganho é na quantidade"
Dono de bar aposta em vender cerveja a preço abaixo da média e faz sucesso em Maringá...
16/06/2007 - ° - JOSÉ XAVIER - "Não tenho vergonha de dizer que sou engraxate"
Vida de engraxador vai muito além de polir sapatos; ele passa por situações únicas todos os dias...
26/05/2007 - ° - GILBERTO JORDÃO - "Quero vencer com minha inteligência"
Professor mostra que sonhos são possíveis, mas que é preciso talento e coragem para conseguir colocá-los em prática...
12/05/2007 - ° - CONCEIÇÃO MOLEIRINHO BAPTISTA - "O catequista deve ser um agente transformador"
Segundo voluntária religiosa, a Igreja encontrou formas criativas para continuar a missão cristã por meio dos jovens...
28/04/2007 - ° - LOURIVAL BATISTA GOMES - "Somos uma família, na verdade"
Como um dos mais antigos do Cesumar, encarregado da manutenção cultiva um grande carinho e respeito pelo trabalho que faz...
14/04/2007 - ° - JOÃO DONIZETI DE ALMEIDA - "Os pequenos jogadores são os futuros craques do País"
Técnico voluntário de futebol dedica boa parte do seu tempo para treinar crianças de projeto social...
07/04/2007 - ° - ARLINDO PADOVAN - "Meu trabalho é tranqüilo no parque"
Segurança do Parque do Ingá diz que nunca ocorreram incidentes durante o período em que esteve trabalhando como vigia...
31/03/2007 - ° - LUIZ CARLOS DE LIMA - "O governo acha melhor fazer cadeia do que investir na arte"
Malabarista maringaese trabalha em semáforos e investe o dinheiro que ganha na educação e cultura ...



Capa |  Artigos & cia  |  Cidadão Maringá  |  Comentário  |  Conto  |  Crítica  |  Crônica  |  Entrevista  |  Erramos  |  Geral  |  Livro  |  Moda  |  Opinião  |  Reportagem  |  Você no MP
Busca em

  
1989 Notícias