| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

Capa |  Artigos & cia  |  Cidadão Maringá  |  Comentário  |  Conto  |  Crítica  |  Crônica  |  Entrevista  |  Erramos  |  Geral  |  Livro  |  Moda  |  Opinião  |  Reportagem  |  Você no MP


 Comentário
  28/10/2004
  0 comentário(s)


Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá...
A imposição dos programas eleitorais num país democrático: até que ponto esses programas podem convencer os eleitores?
Marcos Paulo
Mais um ano de eleições e as mesmas conversas, as mesmas propostas, o mesmo blá, blá, blá e o estilo não muda. Os programas eleitorais estão aí para quem quiser ver. Para quem quiser não, pois somos obrigados a vê-los e ouví-los todos os dias em época de eleições. Esse tipo de “atração” é imposto para a população por meio do rádio e da TV. Mas há uma saída para isso. A assinatura de uma TV a cabo ou via satélite é ótima opção, bem como apertar o botão que troca e estação de rádio pelo CD player. Atitude simples e fácil, meus caros. Podemos dizer que se trata de uma fuga paga. Ou seja, temos de pagar pela nossa liberdade de escolha.

A lei obriga as estações de rádios e TVs a transmitirem toda a programação eleitoral. Onde está a liberdade de escolha? Onde está nossa democracia? Podemos pagar para fugir da ditadura em época de eleições. Mas e quem não tem condições de pagar uma assinatura de TV ou comprar um CD player, como é o caso da maioria dos brasileiros? Aí não resta outra alternativa, desligue a TV e o rádio e se renda ao horário eleitoral. Não sou contra o horário político, na verdade já fui severamente a favor e ainda costumava exclamar um ditado: “o maior ignorante é aquele que não sabe ouvir”.

Os diretores desse tipo de programa ou os próprios políticos devem achar que somos muito mais que ignorantes. Papo de político já é totalmente previsível, mas, repetir os programas sem mudança alguma durante dois dias na hora do almoço e à noite, ninguém merece. Até onde somos tão ignorantes que precisamos ver e escutar amiúde as mesmas coisas? Sorte a nossa que pelo menos os candidatos a vereadores não tem segundo turno e a propaganda deles já passou. Aquilo sim é o cúmulo do ridículo. Pessoas com frases prontas, com trocadilhos insólitos e por vezes fantasiados de “palhaços”. Como decidir em dez segundos em quem votar? Como confiar nesse tipo de apresentação? Não há como fazer isso! Devemos é pesquisar por nós mesmos para chegar a uma conclusão diante da urna.

Prestando atenção no horário político, precisamente o de Maringá, pouco se fala da segurança pública da cidade. Fala-se muito em asfalto, obras, saúde educação, mas segurança também deve ser vista com prioridade. Será que estão esperando a violência tomar conta da cidade, como nos grandes centros para só aí começar a se preocupar? Recentemente assistindo ao “Programa do Jô”, apresentado pela “Rede Globo”, ele dizia que em São Paulo e Rio de Janeiro, quando um assaltante grita “é um assalto, mãos para o alto” até cobra levanta a mão. Que calamidade! Isso não pode acontecer aqui. Apesar do índice de violência em Maringá ainda não ser tão alto, os políticos devem ficar em estado de alerta.

Essa é a nossa política. Em época de eleições sempre me lembro de um curto poema do escritor Mário Quintana que diz assim: “a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”. Lindo, não é? Os políticos sabem fazer isso muito bem, tentam transformar a mentira em verdade. O pior é que parece que isso nunca vai mudar, vai ser sempre o mesmo blá, blá, blá...
  Autor: Marcos Paulo


  Mais notícias da seção ° no caderno Comentário
08/12/2007 - ° - Matéria Prima - um ano de plantações
A primeira semente para o nosso sucesso profissional foi plantada, agora, espera-se a colheita...
08/12/2007 - ° - O término de uma preciosa temporada
Adeus com gosto de satisfação por mais uma vitória alcançada no decorrer de uma carreira esperançosa...
08/12/2007 - ° - O 'obrigada' de uma futura profissional
Em meio às preocupações do dia-a-dia universitário, nada como chegar ao fim do ano sabendo que foi tudo válido...
01/07/2006 - ° - Santa Ceia deixa de ser na mesa da Copa
Com a despedida do Brasil do Mundial acaba o clima de feriado religioso; agora ateu deixa de rezar e cético não faz mais promessa...
23/04/2005 - ° - Rede Globo de Televisão, 40 anos ao lado do poder
A "Vênus Platinada" se desenvolveu porque assumiu o tom oficialista, tornando-se retransmissora dos ideais governistas...
26/03/2005 - ° - Tecnologia digital para o mundo sem impressões
A banalização da fotografia digital, pela sua praticidade, pode trazer à sociedade perda histórica e cultural...
18/03/2005 - ° - Na sociedade do controle quem dá as cartas é a TV
Novelas e reality shows são planejados para nos fazer crer que decidimos, quando, na realidade, somos apenas marionetes...
04/11/2004 - ° - Depois de muito sofrimento, tudo volta ao normal
Chega sem pedir licença, vai entrando e não tá nem aí se você gosta ou não; ainda bem que a campanha eleitoral já acabou...
14/10/2004 - ° - A evolução primitiva da Coca-Cola
O refrigerante mais consumido no planeta regride tecnologicamente e quem agradece é o meio ambiente...
14/10/2004 - ° - Nova lei prevê a extinção do cão errado
Políticos querem aprovar lei para extinguir as raças pit bull e rotweiller, porém, estarão punindo a raça errada...
02/10/2004 - ° - Os europeus comem, bebem e vestem Brasil
Depois de séculos de pilhagens, o mínimo que devem fazer é falar do Brasil, mesmo que nem saibam o que seja...
14/08/2004 - ° - Tragédia gutemberguiana em três atos
Chamemos de gutemberguianos aqueles que fazem o jornalismo; e qual a importância da profissão quando não existe a preocupação ética? ...
03/07/2004 - ° - Maluf, um forte candidato a Pinóquio?
Paulo Maluf tem o nome envolvido em mais um escândalo e tenta provar inocência colocando-se como vítima de armação...
26/06/2004 - ° - Brizola, brasileiro do Rio Grande do Sul
Morte marca o fim da política populista e ideológica da época de Vargas onde políticos governavam com paixão...
20/06/2004 - ° - Uma crítica [aberta] à falsa rebeldia
O jovem contemporâneo -que se diz ingenuamente rebelde- vive com os pais. E pior: depende totalmente deles...
12/06/2004 - ° - A perda da verdadeira essência do sexo
O sexo, a princípio, era somente visto como forma de reprodução humana; hoje o prazer se sobrepõe a essa idéia...



Capa |  Artigos & cia  |  Cidadão Maringá  |  Comentário  |  Conto  |  Crítica  |  Crônica  |  Entrevista  |  Erramos  |  Geral  |  Livro  |  Moda  |  Opinião  |  Reportagem  |  Você no MP
Busca em

  
1989 Notícias