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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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  02/10/2004
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Os europeus comem, bebem e vestem Brasil
Depois de séculos de pilhagens, o mínimo que devem fazer é falar do Brasil, mesmo que nem saibam o que seja
Thiago Meister Carneiro
“Um bando de branquelo que nem sabe onde fica o Brasil.” Esse é o trecho de um e-mail que meu irmão me mandou ao contar que agora a moda na Europa é ser fashion usando badulaques com motivos brasileiros. Chinelos, bonés e camisetas da Seleção Brasileira de Futebol. Lá, para ser descolado, basta estar vestindo as cores verde e amarelo. Agora, experimente perguntar alguma coisa sobre o querido país. É Ronaldinho pra cá, Ronaldinho pra lá e só! Pior que o ex-presidente Bush-pai ao afirmar que a capital do Brasil é Buenos Aires.

É aquela velha história: Você joga alguém no fundo do poço para depois o chamar de coitadinho.

Se o Brasil é um poço sem fundo de corrupção interminável, a história explica: desde o descobrimento, o Brasil serviu de colônia para larápios, estupradores, prostitutas, mendigos e caluniadores. Qualquer tipo “malvado” que “manchava” o nome da nação-mãe de todos nós, Portugal, era mandado para cá. Vieram, escravizaram os índios e traçaram suas amasias. Fizeram mamelucos a torto e a direito. Depois vieram os holandeses, os franceses e os espanhóis. E o Brasil se transformou no país da sacanagem e patifaria graças às investidas do homem branco europeu. País da sacanagem e patifaria que muitos se orgulham e nada fazem para mudar esse estigma.

Digo país da sacanagem e patifaria citando a “rainha dos baixinhos”. Modelo e manequim que posou peladona para uma revista masculina e fez um filme pornô com um, pasmem, garotinho. É, com certeza, a rainha dos baixinhos.

Mas é aquele negócio: “Falem bem, falem mal, mas falem de mim!”. Enquanto estiverem falando do Brasil, tudo bem. Só peço que, pelo menos, tenham a consciência de que não somos um povo que já nasce sedento por sexo e violência. Nos tornamos assim. Um trecho de “O Príncipe”, obra maior do europeu (que ironia!) Niccolò Machiavelli, explica muito bem essa esdrúxula situação acima citada: “(...) quando alguém é causa do poder de outrem, arruína-se, pois aquele poder vem da astúcia ou força, e qualquer destas é suspeita ao novo poderoso.”


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