Equipe Matéria PrimaAirton Costa começou como narrador esportivo nas rádios AM de Maringá e região e "caiu de pára-quedas" na televisão. Hoje, apresenta o programa homônimo, que vai ao ar de segunda à sexta ao meio dia e tem a duração de 40 minutos, sendo transmitido pela RIC (Rede Independência de Comunicação) local.
Âncora, repórter, comentarista ele exerce todas essas funções. A equipe do programa, muitas vezes resume-se nele e na ajuda do cunhado. O programa faz um misto de jornalismo, entretenimento e publicidade.
O primeiro programa apresentado por Airton Costa foi em 2003, na mesma emissora em que apresenta seu programa atualmente. Chamava-se "É notícia". Desde então, ele vem fazendo "jornalismo" sem técnica alguma. O fato de ninguém de sua produção ter formação em jornalismo deixa o programa com qualidade inferior à dos concorrentes.
Um aspecto que deve ser levado em conta pelo telespectador é que existe muito mais publicidade do que reportagem no programa. É fato que todos os programas precisam de anunciantes para manter-se no ar, mas o exagero de anúncios pode trazer certa falta de credibilidade ao programa, induzindo o telespectador a pensar que há apenas interesses financeiros e que as reportagens são apenas detalhes para complementar o programa.
Exemplo disso ocorreu no último dia 3. Em três reportagens não houve aprofundamento do assunto e entre uma reportagem e outra, várias publicidades. No decorrer do programa, aproximadamente dez anúncios foram feitos, entre os quais, de café, divulgação de festas, farmácia, emagrecedor...
Com o interesse maior voltado para o lado comercial, percebe-se que a notícia, o fato jornalístico em si, é deixado em segundo plano. Não há interesse de aprimorar os conteúdos e investir em uma equipe preparada.
Por se tratar de um programa que não é produzido por profissionais da área, há falhas principalmente nas reportagens. Muitas entrevistas são fragmentadas e as partes distribuídas por várias edições do programa. As pessoas que assistem ao "Airton Costa" ficam com a falsa impressão de que foram feitas várias entrevistas. Uma atitude como essa comprova o descaso com o telespectador. Ausência de profissionais qualificados compromete, também, o jornalismo regional.
Imagem meramente ilustrativa/http://vanessaornella.blogspot.com/2006_06_01_vanessaornella_archive.html
OS COMENTÁRIOS QUE NÃO TIVEREM O NOME COMPLETO DO AUTOR E EMAIL PARA CONTATO NÃO SERÃO PUBLICADOS Mais notícias da seção
° no caderno
Crítica