Equipe Matéria PrimaEm setembro deste ano, em entrevista ao jornal
Matéria Prima, a cientista política e comentarista da rádio CBN Lucia Hippólito afirmou que se o brasileiro quiser, ele é, sim, bem informado sobre a política brasileira. Lucia Hippólito está correta.
Se focarmos somente um dos meios de comunicação, no caso a televisão, encontraremos um exemplo claro de discussão e análise sobre a política brasileira: o programa "Canal Livre", da TV Bandeirantes. Nenhum outro programa da tevê aberta (que tem além da Band, ainda outras gigantes como Globo, SBT e Record) trava um amplo debate político como o "Canal Livre" o faz.
O programa, que surgiu na década de 1980, ganhou ainda uma segunda versão com o início das eleições, o "Canal Livre Eleições". Passou ser veiculado no dia 31 de julho e vai até o fim do segundo turno. Assim, a Bandeirantes aumentou, ainda mais, a análise sobre o quadro político nacional. Com isso, o "Canal Livre", apresentado aos domingos, passou a ser transmitido também às segundas-feiras, com a nova versão voltada para as eleições.
Formado por jornalistas renomados, como Franklin Martins, Fernando Mitre, Joelmir Beting, Antonio Teles, entre outros, tanto o "Canal Livre" quanto o "Canal Livre Eleições" se aprofundam nos fatos que estão na mídia e envolvem a política brasileira.
Além disso, entre os convidados do programa estão políticos de todos os escalões e partidos, coordenadores de campanha, cientistas políticos, historiadores, economistas, jornalistas, diretor de instituto de pesquisa, entre tantos outros. É um exemplo de debate e democracia.
Portanto, a Bandeirantes, com o "Canal Livre", vai além da mera informação, fugindo da simples cobertura da agenda dos presidenciáveis e traz várias interpretações que os telespectadores podem concordar ou não, mas que pelo menos as têm para esclarecerem as dúvidas que possuem. O programa dá a oportunidade de conhecer e enxergar aquilo que só quem convive com o dia-a-dia da política consegue perceber. Um prato cheio para os eleitores que gostam de se informar antes de decidirem em quem votar.
Entretanto, existem os que preferem taxar a mídia como um agente meramente manipulador. Realmente a mídia tem esse poder e o utiliza. Mas as vítimas dessa manipulação são principalmente aqueles que preferem não trocar de canal. Ou, que consideram que a realidade discutida no "Canal Livre Eleições" não tem tanta relevância como o entretenimento proporcionado por Hebe Camargo ou pela ficção da "Tela Quente".
Relembrando o que Lucia Hippólito disse em entrevista ao
MP em setembro deste ano, se quisermos podemos nos informar sobre o que acontece na política brasileira. O "Canal Livre" é o melhor exemplo disso na tevê.
Imagem meramente ilustrativa/Logomarca do programa Canal Livre
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