Equipe Matéria PrimaO novo "Aqui Agora", programa jornalístico do SBT que teve sua estréia no dia 3 de março deste ano, já é passado. Recriado sobre os mesmos moldes da versão anterior, de apelo popular e sensacionalista, o telejornal, apresentado de segunda a sábado por Analice Nicolau, César Filho e Cristina Rocha e dirigido por Albino Castro e Dácio Nitrini, durou pouco mais de um mês. Nada a se lamentar, exceto pelo fato de muitos profissionais contratados especificamente para trabalhar nele terem recebido o cartão vermelho mesmo antes dos 15 minutos do primeiro tempo.
O telejornal "Aqui Agora" parece ter nascido fadado ao fracasso. Da versão anterior, que permaneceu no ar entre 1991 e 1997, herdou quase tudo: mesma vinheta de abertura e o logotipo, com a única diferença de que, nesta versão, os apresentadores ficavam de pé no lugar da antiga bancada.
Em sua reestréia, foi exibida uma reportagem sobre garotos descendentes de japoneses que sonham virar ninjas. Outra reportagem trouxe a seguinte chamada: "cachorro de pensão escapa chamuscado de incêndio" e também foi discutida nas ruas uma imagem exibida pelo programa, sobre a qual o apresentador questionava ser ou não um ovni (objeto voador não-identificado). Os apresentadores estavam visivelmente inseguros e a média de audiência foi de 4,6 pontos no Ibope na Grande São Paulo, deixando a emissora de Silvio Santos em quarto lugar no horário, segundo informação publicada na página Gente e TV do Portal Terra (www.terra.com.br).
O programa vinha apresentando imagens sem qualidade; o foco era ajustado a cada minuto pelo cinegrafista, problema semelhante do antigo telejornal. A ausência de assuntos referentes à saúde, política, economia, cultura, esporte, cinema entre outros também contribuiu para a perda da audiência.
No pouco tempo em que sobreviveu, o telejornal repetiu velhos erros: sensacionalismo e desrespeito à inteligência do telespectador com imagens impactantes. Assim como aconteceu na primeira versão do "Aqui Agora" que chocou o País ao exibir imagens do suicídio de uma moça, que se jogou do alto de um prédio em São Paulo.
O que também causou grande desconforto ao SBT foi a constante mudança dos apresentadores, como ocorreu com Hebert de Souza, demitido após agredir o produtor da atração, Renato Coimbra, por uma discussão infundada.
Segundo o portal Terra, o telejornal estava lutando para crescer no Ibope e caso isso não ocorresse, Silvio Santos poderia optar pela mais drástica solução: retirá-lo definitivamente do ar. Não deu outra, Señor Abravanel, ressuscitou o Chaves " calma, aquele da série e não o vizinho venezuelano.
Imagem/www.folha.com.br
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