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| Carin Oliveira - 24.10.2007 07:13:51 Gente é uma pena ver o pessoal do Diário falando besteira... eu leio o diário e geralmente quase nunca vejo dois entrevistados numa mesma matéria. A reportagem do MP tá bem interessante e acho que faz parte do aprendizado de quem tá no curso de jornalismo ver os profissionais fazendo errado pra poder criticar. Agora é uma pena porque a gente sabe que quando essa moçada se formar e for trabalhar lá vão fazer tudo igual. |
| Michael Vieira da Silva - 22.10.2007 18:32:47 Em relação ao texto “Jornal esquece ‘o outro lado’ da notícia”, publicado no jornal Matéria Prima, edição n 228 : O Diário concorda integralmente sobre a necessidade de os veículos de comunicação adotarem com rigor a prática de ouvir o outro lado ou todos os lados da notícia e gostaria de afirmar que contempla obrigatoriamente esse princípio ético em todas as suas matérias. Norma interna a esse respeito diz claramente: “Qualquer pessoa, empresa, entidade, governo ou órgão que sofra acusação da polícia, promotor, entidade, cidadão ou apuração jornalística, deve ser entrevistado e ter a sua versão divulgada simultaneamente à notícia”. E mais: “O mesmo procedimento será adotado em matérias que expressem conflito de interesses. Todas as partes envolvidas, ou seus representantes legais ou corporativos, devem ser ouvidos na mesma matéria”. Por outro lado, O Diário lamenta que princípio tão valoroso para a sua Redação, sobre o qual, repita-se, assina embaixo e não abre mão, tenha sido equivocadamente utilizado para atacar conceitos do jornalismo que praticamos. Em resposta aos dois casos apontados no referido texto, esclarece abaixo: A matéria “Prejuízo com depredação está diminuindo, afirma prefeitura” (4/10/2007, pg. A4), teve o objetivo de informar a diminuição de gastos do poder público com a reposição e consertos de peças quebradas em atos de vandalismo. Não teve a intenção de fazer estatística sobre aumento ou diminuição do vandalismo, mas expor os números existentes (e essa era na ocasião a novidade sobre o assunto). Além disso, a reportagem não se limitou a esse enfoque isolado, ao contrário do que analisa o referido texto. Um boxe realça que canteiros na área central são danificados pela própria população; legenda em foto de 4 colunas informa que em canteiro central da Avenida Tiradentes “espaços reservados ao urbanismo estão sendo destruídos por cavaleiros e pedestres”; e a matéria principal deixa claro também que na iluminação pública as depredações prosseguem, ao custo de R$ 10 mil por mês aos cofres municipais. Ou seja: o jornal deixou evidenciado que o problema continua, apesar da diminuição dos gastos oficiais. O Diário sempre abriu e continuará abrindo espaços para a população da área central e bairros se manifestar sobre a violência ao patrimônio público. Esta matéria teve um foco específico, devidamente explorado. Se contribuiu para conscientizar, esclarecer ou despertar a cidadania, cumpriu o seu papel. Moradores de bairros poderiam ter sido ouvidos? Claro que sim. E os especialistas? Igualmente, sim. Mas não obrigatoriamente nesse dia e nesse espaço. O mesmo se aplica sobre a outra reportagem mencionada, “Mistério envolve morte de rapaz em Maringá” (3/10/2007, pg. A7). Seria muita pretensão ao jornalismo, a partir da localização de um cadáver às 7 horas, já no dia seguinte dar informações que as autoridades e a justiça levam dias, meses ou até anos para elucidar – quando isso acontece. A reportagem ouviu sua namorada, com quem morava. A crítica tem razão ao lembrar que a experiência mostra que nenhuma pista pode ser desprezada. Mas o papel de investigação criminal cabe primordialmente às autoridades. Ao jornalismo, cabe primeiramente a reprodução fiel dos fatos possíveis de serem descritos e cobrar a ação das autoridades se houver omissão. É ilusão supor que uma reportagem ou até mesmo uma edição inteira possa esgotar plenamente um assunto. O bom jornalista sabe que a verdade se estabelece com a obstinada prática do ofício no dia-a-dia. Podem faltar ingredientes, mas não podem faltar a boa fé e a vontade de alcançá-la. Por fim, em se tratando de estudantes de jornalismo tão motivados em pegar falhas de O Diário, cabe perguntar para que reflitam enquanto é tempo, antes de se lançarem na prática do ofício que é de fato espinhoso: não se enquadrou nos critérios de “ouvir o outro lado” procurar O Diário para que se pudesse confrontar as hipóteses com os fatos? Não interessou aos autores, sob o ponto de vista acadêmico e na condição de futuros profissionais, saber as razões do jornal enquanto protagonista das observações que fizeram? Teriam ao menos sido coerentes com a receita correta, porém tão mal defendida, de “cruzar informações e buscar outras fontes, na tentativa de levar sempre ao leitor todos os ângulos envolvidos em determinado fato, para ter a certeza de que as informações transmitidas para os leitores são confiáveis e para que o leitor mantenha confiança na publicação”. Michael Vieira da Silva Diretor de Conteúdo O Diário do Norte do Paraná Av. Mauá, 1988 Maringá,PR Brasil 87050020 F: +44 32216022 |
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