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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Crônica

  17/11/2007
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Até que a morte - ou não - nos separe

Nunca é cedo e nem tarde demais para viver um "grande amor"; o problema é encontrar o amor verdadeiro

Até que a morte - ou não - nos separe"Uma mulher de 82 anos e um jovem de 24 se casaram no civil nesta sexta-feira na cidade argentina de Santa Fé, numa cerimônia na qual asseguraram ter selado um "grande amor" e negaram que haja interesses econômicos por trás do matrimônio."
(Portal Terra 28/09/ 2007 14h03)

Jheine Evelim
Vestido branco, véu e grinalda. Mas e a diferença de idade? Ah! dane-se a diferença de idade.

Era apenas menino quando sua mãe faleceu. Sozinho e sem ninguém coube a ela, amiga da falecida, cuidar daquela criança indefesa, afinal, além de amiga tinha condições financeiras de sobra para ajudá-lo.

Os anos passam, ela se preocupa cada vez mais com o "seu" menino que já está entrando em uma nova fase da vida. A idade avança para ambos e o carinho, o afeto, o cuidado aumentam cada vez mais. Ela já está na categoria de uma senhora idosa. Ele, naquela fase que muitos chamam de flor da idade. Mas ambos continuam tendo apenas um ao outro.

Os sentimentos vão mudando. Ele, diz não a ver com os mesmos olhos. Prefere ficar em casa na companhia dela do que sair para as baladas com os amigos, afinal, por que preferir aos amigos agora, se no momento em que ele mais precisou, ela o ajudou e sempre preferiu a ele?

Com ela também as coisas começam a mudar. Ela passa a ter sentimentos diferentes, algo que há muito não sentia. Mas não está na idade para isso e ele é apenas um jovem ainda, o que os diferencia mais. Diferença? Há alguma diferença quando se diz ter o amor?

Como diria Luís Vaz de Camões "Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer;".

Eles decidem então tentar. Agora todos já estão sabendo dos seus verdadeiros sentimentos e planos para o futuro. Aquilo soa aos ouvidos dos outros como uma barbárie: é claro que há interesse nisso! Ele é jovem ainda e ela já é uma idosa² €lém de tudo muito rica.

Mas para eles nada importam os pensamentos alheios. O que importa agora é apenas o que ambos pensam e o amor que dizem sentir um pelo outro.

Enfim é chegada a hora. Aquele sonho de branco, véu e grinalda talvez seja agora exagero. Ela se contenta com um salto alto, vestido azul de brilhantes e um magnífico casaco de peles. E ele? Ele declara a todos que: "o que o une a ela é amor e nada mais."

Mas como nem tudo é um mar de rosas o inesperado acontece. Na noite de núpcias do casal, ela, a mesma que muitos dizem ser vítima do "golpe do baú", toma uma atitude que surpreende a ele e a todos.

Ao amanhecer, após uma longa noite de satisfações e "amor", ele acorda e se dá conta de que está sozinho naquela grande cama de casal. Então levanta e a chama por todos os lados, mas ela não responde. A decepção daquele moço, que um dia confiou nas palavras daquela senhora que se dizia apaixonada foi grande quando ao perguntar para o copeiro da sua mulher escuta a seguinte frase: "Ela já se foi. Deixou apenas a conta para você pagar."

Imagem meramente ilustrativa/ http://sonhosdobau.blogs.sapo.pt/tag/amor

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