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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Crônica
  20/10/2007
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Ela ficou famosa com o escândalo e logo foi ignorada
Ofendida com a comparação, saiu do local sem se defender; o que não sabia é o que lhe esperava no futuro
"A capa da revista Playboy de outubro, Mônica Veloso, mãe da filha de Renan Calheiros, negou qualquer comparação entre ela e a prostituta Bebel (Camila Pitanga) de Paraíso Tropical, da TV Globo. No último capítulo da novela Bebel vira amante de um senador e, numa CPI, conta que vai posar nua para uma revista masculina. "Não acho que o autor (Gilberto Braga) tenha pensado em mim. Não tenho nada a ver com a personagem", disse ela. "Trabalhei dez anos na TV Globo. Tenho uma história totalmente diferente de Bebel", acrescenta. A Playboy de Mônica Veloso, com ensaio feito por J.R. Duran, chega às bancas a partir do dia 9."
Jornal do Povo " Maringá, 3 de outubro de 2007

Mariana Menechini

Era uma tarde quente e ela passeava com a filha no calçadão. Sem entender o que estava acontecendo, era seguida por repórteres e fotógrafos. Tratou de sair rápido daquela confusão, com medo de que algo pudesse ocorrer com a filha.

Ao chegar em casa, ligou a televisão e se chocou ao ver o escândalo que tinha se metido. O nome estava nos principais noticiários em todas as emissoras. Pegou o celular e bem depressa tentou, sem sucesso, falar com ele.

Nas semanas que seguiram ao ocorrido evitou sair de casa para se proteger e também proteger a filha, que não tinha culpa nenhuma nessa história. Mas os alimentos e outros produtos que ambas precisavam estavam no fim e ela tinha de ir ao supermercado.

Deixou a filha com a vizinha, usou óculos escuros como disfarce e foi. Ao passar pelo caixa não pôde levar as compras. O cartão de créditos havia sido bloqueado. Correu para casa, entrou imediatamente em contato com o gerente do banco e descobriu que o dinheiro que havia em sua conta estava sendo investigado, logo não poderia fazer uso dele.

A vida cheia de regalias de antes tinha desaparecido diante de seus olhos. Ele já não atendia suas ligações e desde àquela tarde não sabia se ao menos ele estava vivo.

No outro dia foi chamada para depor no Congresso. Lá, deparou-se não só com ele, mas também com a mulher e com os filhos que lhe lançavam olhares de desprezo como se fosse um inseto a ser esmagado. No lugar também havia repórteres e fotógrafos que, aos montes, quase lhe cegavam com os flashes.

Estava certa, seu nome estaria em todas as bocas depois das declarações. O interrogatório começou. As perguntas eram feitas com discrição, para, talvez, evitar maior constrangimento. Mas não permaneceu assim por muito tempo. Uma senadora, com olhar irônico e arrogância, comparou a depoente a uma prostituta da ficção que, assim como ela, havia usado o amante para ganhar prestígio e poder. De fato, entre elas havia enorme semelhança. Ambas, novas e bonitas, entre outros atributos. E não parou por aí. Disse ainda que ela tinha sido mais esperta ao arrumar uma filha dele, o que lhe garantiria uma boa pensão para o resto da vida, isso se ninguém tivesse descoberto a falcatrua .

Ofendida com a comparação saiu do local sem tentar se defender. Teve seu apartamento leiloado assim como o carro e as inúmeras jóias que havia ganhado. Foi morar em uma simples casinha, em um bairro pouco conhecido, alugada com o dinheiro da humilde pensão que agora recebe dos avós paternos da criança, porque ele está preso e sem direito a nenhuma regalia. A filha estuda em escola pública e elas são felizes, tentando esquecer o passado humilhante.

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