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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Entrevista

  01/12/2007
  2 comentário(s)


CHRIS DURÁN - "Deus trocou minhas vestes, de cantor para adorador"

Para o artista, o passado é uma página virada: dele, só quer lembrar as experiências que o levaram a Deus

CHRIS DURÁN - Heloísa Beraldo
Nascido em 1975, em Dieppe, na França, o estudante de economia Christian Calderin, aos 22 anos, sentia-se perturbado por pensamentos negativos e baixa auto-estima. Tímido, de família rica e religião Católica Apostólica Romana, o garoto se trancou em um quarto na Espanha em busca da palavra de Deus e da cura para a depressão. Como resposta, Calderin diz ter sido ouvido por Deus quando foi descoberto por um produtor que o transformou em Chris Durán, cantor de nível internacional.

No auge de sua carreira, o cantor pop Chris Durán sofreu um grave acidente de carro no Chile, que o levou a refletir sobre sua vida e perceber o quanto estava distante de Deus. Em 2001, Durán chocou seus fãs decidindo ser um cristão convicto. Em uma cadeira de rodas, o cantor renunciou fama, dinheiro e mulheres pelo mundo inteiro para seguir a palavra de Deus.

Curado e convertido há seis anos, mudou-se para o Brasil. Hoje é casado com uma brasileira evangélica, com quem teve uma filha chamada Esther. Durán lançou dois CDs gospel e diz dedicar sua vida "à obra de Deus e na conquista de almas para Jesus".

Humilde e com trajes simples, Chris Durán, 32, esteve em Maringá no mês de julho, onde participou do 22º Confrajovem (evento organizado pelos jovens da Primeira Igreja Presbiteriana Renovada de Maringá), e concedeu entrevista ao jornal Matéria Prima.

Como surgiu o interesse pela música?
Eu me tornei cantor sem querer [risos]. Com 22 anos, em um dia na Espanha, eu me fechei em um quarto na escola e falei com Deus. Eu falei assim: "Jesus, se tu és verdadeiro, dá-me um trabalho onde eu possa oferecer os meus dons para o mundo inteiro". E surgiu que Deus me cruzou com o produtor de Julio Iglesias, que distingue os maiores cantores do mundo. Ele me descobriu e disse "Chris, eu vou fazer um CD com você". Até então eu não sabia que tinha o dom de cantar. Eu cantava só embaixo do chuveiro [risos]. Até esse dia em que, de repente, ele me descobriu e eu lancei um disco em inglês e espanhol para o mundo inteiro. O CD foi lançado antes da minha conversão.

Quando Deus falou com você pela primeira vez?
Em Miami. Eu estava trocando os canais de televisão, depois do auge de uma carreira onde eu tinha tudo, mas não tinha nada, porque me faltava o essencial, que é Jesus. E Jesus me visitou no quarto, enquanto um pastor americano pregava o evangelho do Reino de Deus. Eu senti sua presença [de Deus] e chorei muito.

Qual foi a reação da sua família diante da sua conversão?
Reagiram muito mal. Ninguém aprovou minha posição. As pessoas não entendem, acham loucura. Agora, a minha família está começando a ver os frutos. Minha irmã se converteu em janeiro deste ano, e isso é vitória para mim.

As pessoas confundem seu ministério evangelista com show gospel?
Isso acontece. Acontece de pessoas irem ver o artista Chris Durán e, de repente, passam a ver o servo. Elas têm diferentes reações. Mas Deus trocou as minhas vestes, de cantor para adorador.

Quando você falou pela primeira vez de Deus em público?
Foi no Gugu [Programa Domingo Legal, do SBT]. Depois disso me chamaram mais vezes, mas eu não fui. Não era o tempo de Deus.

Qual sua visão sobre o seu ministério?
A visão de águia, de fazer voar alto com relação à intimidade em comunhão com Deus e alcançar vidas que estão perdidas em muitas nações.

Como você lida com o assédio dentro da Igreja?
É muito ruim. A gente tem que se posicionar. Tem momentos que eu sou duro, principalmente com as pessoas que conhecem a palavra, e às vezes eu sou mais flexível. Com aqueles que não conhecem [a palavra de Deus], eu sou mais paciente, falo com mais amor. Mas essas coisas não podem acontecer dentro da Igreja.

Como está a agenda do servo Chris Durán?
Muito compromissada. Continuo viajando muito. Eu diria que fui programado para alcançar vidas perdidas. Eu fui chamado e atendi, é o que eu vejo.

Qual foi sua melhor experiência com Deus?
Não tem melhor experiência. Mas eu diria que o impacto foi na minha conversão. Quando o Espírito Santo entrou no meu quarto e me lavou, me transformou. Este é o melhor impacto, a conversão de cada um. Amém? [risos, porque ele estava encerrando a entrevista]

[A repórter insiste] Sendo um instrumento de Deus, de que forma você foi usado e o que mais o impressionou?
Eu não vou dizer que tem uma melhor experiência [risos]. Sempre me maravilho dentro da manifestação do poder de Deus. Mas talvez seja a primeira pessoa paralítica que Jesus levantou em um hospital em Franca [São Paulo, distante 683 km de Maringá]. Isso foi muito impactante. E depois fez cegos enxergar, surdos ouvirem. É bonito o que Deus faz na vida das pessoas.

O que significa atualmente para você a sua carreira secular?
É uma página virada. Deus permitiu que muita coisa acontecesse na minha vida, mas me chamou no momento certo para que eu aprendesse muitas coisas. Hoje, vejo que a fama passa e o sucesso também. A glória do homem não dura nada, mas a palavra de Deus permanece sempre. O que posso reter do passado são as experiências que me levaram a ele [Deus].

Imagem/www.flickr.com/photos/evandrobertho/
Chris Duran: "É bonito o que Deus faz na vida das pessoas"

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