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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Entrevista
  28/04/2007
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LAÉRCIO FONDAZZI - "A população cobra, mas não acompanha o que é feito"
O Procurador-Geral do Município conta como chegou ao cargo, e qual a importância da procuradoria para a prefeitura
LAÉRCIO FONDAZZI - Thales de Paiva Affonso
Laércio Fondazzi, 51 anos, é procurador-geral do Município na atual gestão. É casado e pai de duas filhas, e tem como hobby o motociclismo. Natural de Arapongas, veio para Maringá em 1965, poucos anos antes do início de sua carreira. Com menos de 18 anos, começou trabalhando como "contínuo" - cargo que corresponde ao atual "office-boy", já na Prefeitura de Maringá. Mais ou menos à mesma época em que comprou sua primeira moto.

Formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, trabalhou por 14 anos no gabinete do prefeito, chegando a chefe de divisão, e posteriormente, subchefe do gabinete. Chegou ao cargo de procurador-geral do Município na gestão de Sílvio Barros, pai do atual prefeito, Sílvio Barros II. Foi Assessor-Jurídico da Capsema por outros 12 anos. Em 2005, assumiu como subprocurador-judicial, logo chegando ao cargo de procurador-geral do Município pela segunda vez, o qual exerce atualmente.

Qual a importância da Procuradoria-Geral para a eficiência ou qualidade da gestão?
A Procuradoria-Geral é que dá sustentação legal para os atos da administração. Nos últimos anos, principalmente, praticamente todos os processos que circulam na prefeitura passam, pelo menos uma vez na procuradoria. Além dos processos, a procuradoria faz também a elaboração de projetos de lei, de decretos, desse tipo de atos oficiais que são assinados e editados pelo prefeito. Portanto, a função da procuradoria é vital para dar essa direção legal ao funcionamento da prefeitura.

Em relação às questões jurídicas, as informações relevantes à sociedade, são, de forma geral, divulgadas?
De maneira geral, toda a informação é repassada para a população através do site da prefeitura e através de publicações do Órgão Oficial do Município, que é onde são publicadas as leis, os decretos, contratos, as portarias, os termos de acordo, os termos de parceria; então , todos os procedimentos legais que são feitos no Município, inclusive compras, contratação (concursos), manutenção, são divulgadas, seja pelo Órgão Oficial ou através de jornais locais.

Com a facilidade atual de acesso à informação, as pessoas acompanham e reivindicam seus direitos?
A prefeitura é obrigada a fazer audiências públicas de prestação de contas, de orçamento, e de maneira geral, a presença da população nessas audiências públicas é muito pequena. E seria a oportunidade do contribuinte de acompanhar e saber onde e como o município gastou. A população cobra, mas não acompanha o que é feito.

O senhor acredita que o interesse e maior acompanhamento da população inibiria a corrupção, ou o mau uso de verba pública?
Com certeza.

Ocupar um cargo público como o de Procurador-Geral, em que a pessoa está constantemente exposta, e tem de tomar decisões que nem sempre agrada a todos, é uma situação que oferece riscos?
O fato de ocupar um cargo público, de procurador geral de uma cidade que é a terceira maior do Estado, te expõe a diversas situações, de ter de tomar decisões importantes, que interferem na vida de muita gente. Então, isso às vezes te deixa numa situação de preocupação. Essas decisões nem sempre agradam a todos, e por isso, é uma função que, de certa maneira, te expõe.

Tendo alcançado um cargo tão importante para um advogado, quais são seus objetivos profissionais?
O cargo de procurador-geral para o advogado é o topo da carreira dentro da prefeitura. Mas evidentemente isso não me impede de ter expectativas. O problema é que, enquanto procurador geral, eu não posso exercer advocacia. Só posso ser procurador-geral do Município. Por isso, fica difícil dizer quais são minhas pretensões neste momento.

O senhor imaginava, ou tinha por objetivo, chegar ao "topo da carreira", ou isso foi conseqüência e fruto de trabalho e dedicação?
Eu entrei na Prefeitura em 73, na época no cargo de contínuo, ganhando pouco menos de um salário mínimo. E quando terminou a administração, eu senti necessidade de melhorar meu nível de estudo. Aí optei por fazer uma faculdade que pudesse ser utilizada na minha carreira na prefeitura. Na verdade, nessa questão de cargo, eu sempre fui um pouco arrojado. Eu não tenho receio de assumir a frente do "negócio", mesmo que eu não seja o chefe. Não fico esperando que outros venham na minha frente. Eu me disponho a assumir a responsabilidade. E eu me preocupei com isso, galgar, alvejar os devidos cargos que existem na prefeitura.

O senhor é rotariano. Qual é a importância de estar envolvido em projetos sociais, mesmo que sejam de iniciativas pessoais, num contexto atual, em que a população parece assumir responsabilidades que deveriam ser do governo?
Principalmente nesses anos, a gente tem notado as parcerias entre o Poder Público e entidades privadas ou filantrópicas, tanto é que existe uma lei específica para isso. O governo por si só não consegue dar essa sustentação que o cidadão precisa, e o povo passa a assumir, para proporcionar alguma coisa em benefício do cidadão. Maringá, nesse aspecto, é uma cidade privilegiada. O povo maringaense tem muito esse "feeling" de ajudar o próximo e de se sensibilizar. E eu acho isso importantíssimo.

Na sua opinião, o cidadão de hoje é responsável socialmente?
Com o passar do tempo, está havendo maior controle da população sobre os atos praticados não só pelos políticos, mas pelos empresários e pelo próprio cidadão. Mas isso acontece de maneira acanhada.

À parte a vida profissional, o senhor é um adepto do motociclismo. Na sua opinião, o que representa esse hobby?
Juntamente com a motocicleta, você passa a ter um outro campo de amizades, que foge um pouco do campo de amizades que eu tenho em função da minha profissão. No motociclismo você passa a conviver com profissionais de várias áreas. Mas eu realmente faço por gosto. Você pensa em profissão, em família e depois em si mesmo. E essa é a parte que eu faço por mim.


Imagem/Thales de Paiva
Procurador geral de Maringá fala sobre profissão e hobby

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