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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Entrevista

  31/03/2007
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MARLY MARTIN - "Toda lei tem de pensar no bem maior e não no individual"

Vereadora de Maringá defende o projeto e diz que a cidade ainda tem um sistema de policiamento deficitário

MARLY MARTIN - Jheine Evelim
Marly Martin Silva nasceu em 1959, em Maringá, e é advogada formada pela UEM. Atualmente é vereadora, eleita pelo PFL com 3.336 votos. Marly participou de vários projetos na Câmara dentre os quais o polêmico projeto da "Lei Seca", que regulamenta a venda de bebidas alcoólicas pelos estabelecimentos comerciais do município, determinando horários para venda de bebidas e funcionamento dos bares e lanchonetes da cidade. No projeto, os bares devem ser fechados às 23h, abrindo exceção para estabelecimentos de ambiente fechado e que possuem sistema de segurança.

Segundo a vereadora o projeto prevê a redução da violência no trânsito gerada pelo alcoolismo, salvando, assim, a vida de jovens e adultos que estão morrendo vítimas de acidentes provocados por embriaguês.

A senhora nunca bebeu?
Eu já experimentei e não gostei. Fui ensinada desde pequena que o álcool não presta. Todo cidadão deveria refletir e pensar que isso não é uma boa coisa.

O fechamento dos bares não geraria desemprego?
Pode até gerar desemprego mas eu não creio que seja nesse ramo. Eu acho que vai ser mais nos hospitais, que ficam costurando pessoas machucadas em decorrência do álcool. Toda lei tem de pensar no bem maior e não no bem individual. Se no bem maior nós vamos atingir 80% de benefício à sociedade, mesmo que algum por cento tenha que pagar o preço, nós temos de ir sempre pelo que atende ao bem maior.

Foi proibida a venda de bebidas nos postos de Gasolina, mas o donos estão querendo o direito da venda. Teria a possibilidade de isso acontecer?
Uma alteração não passa apenas sobre aquilo que eu penso. Acho que este projeto já não é mais meu, é da cidade. São as entidades que vão decidir se abriremos mão desse item.

Não há possibilidade de negociação no horário do fechamento dos bares?
Nós abrimos espaço de 15 dias para a possibilidade de alguma emenda na lei, que virá por parte de alguns vereadores. As entidades vão trabalhar forte no sentido de segurar isso. Acho que vamos buscar um entendimento sim, sobre o teor do projeto.

Mas há a possibilidade de alguma alteração na lei?
Eu creio que alguma coisa na lei poderá ser acomodada por alguma emenda de algum vereador. Mas alguns itens importantes que firam o objetivo, que é dar segurança à cidade, não.

Segundo dados da Polícia Militar, os acidentes de trânsito provocado pelo alcoolismo acontecem entre as 19h e às 23h (informação publicada do site da Associação Comercial e Industrial de Maringá). Implantar o projeto das 23h às 6h não seria desnecessário?
Não é desnecessário porque nas cidades onde foi implantada a lei, os homicídios reduziram. A nossa tese é que a pessoa morre tanto na segunda, quanto numa quarta num sábado ou num domingo. O risco é o mesmo, a atitude do cidadão é que tem de mudar. É isso que vai se buscar com a lei.

Na lei está previsto o fornecimento de transportes da parte dos estabelecimentos a clientes motoristas que estiverem embriagados. A senhora acha que isso pode funcionar?
Com certeza. Nós temos um sistema de policiamento deficitário, não pela qualidade de policiais mais pelo volume da violência e pelo número de policiais. Se um cidadão saísse dirigindo embriagado pela rua, ele seria preso ou multado.

Então não seria importante a implantação de outros projetos para o trânsito?
Com certeza nós não vamos conseguir concertar o mundo com uma lei. Mas ela [Lei Seca] é um começo, um passo. A hora de agir é agora, a sociedade tem de se movimentar e um passo é a lei seca.

A lei não poderá interferir no lazer?
Muitas pessoas pensam que o lazer acabará, mas não é assim. O lazer será mantido, mas com segurança.

O que a senhora acha da participação da mídia em questões de cunho político como a Lei Seca?
A mídia é importante. Dizem que é o quarto poder mais na verdade é o primeiro. Aquilo que sai da boca de um jornalista ou do punho de um jornalista que escreve pode fazer a diferença para as pessoas e para a cidade.

Imagem/Arquivo pessoal
Vereadora Marly: "a sociedade tem de se movimentar"

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