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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Entrevista
  15/12/2006
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RAIMUNDO TOSTES " "Vejo a sala de aula como um espaço para celebração"
Médico veterinário e professor fala sobre o "caso aftosa" no Paraná e sobre sua dedicação à docência
RAIMUNDO TOSTES Ana Carolina Fazzio
Formado em medicina veterinária pela Universidade Federal Rural da Amazônia, mestre e doutor em Patologia Animal, Raimundo Alberto Tostes revela-se uma apaixonado pela ciência, tendo como principal referência o cientista e astrônomo Carl Sagan. O médico veterinário professor, pois é assim que ele mesmo se classifica, também revela a paixão em dar aula e afirma que isso está entre o que mais lhe dá prazer.

Filho de pais pobres, Tostes aprendeu desde cedo o valor do estudo, e garante que os pais, apesar de simples, sempre souberam que o maior legado que poderiam deixar aos filhos era uma boa educação. Hoje casado e pai de uma menina de 6 anos, Beatriz, o veterinário confessa trabalhar bastante, muitas vezes, levando trabalho para casa.

Procurado pela equipe do jornal Matéria Prima para falar sobre o "caso febre aftosa", ocorrido no ano passado, no Paraná, já que foi o médico veterinário que representou os pecuaristas do Estado, Raimundo Tostes mostrou que, além disso, tinha muitos outros assuntos interessantes para contar. Durante a entrevista, concedida na sala da coordenação do curso de medicina veterinária do Cesumar (Centro Universitário de Maringá), Tostes conversou com a equipe do jornal durante uma manhã inteira, em meio a telefonemas e visitas de alunos, para os quais sempre está disponível. Tostes contou sobre a vida pessoal, profissional e, claro, sobre alguns hobbies, o de ser fissurado por jogos de computador, por exemplo.

O problema da febre aftosa no Paraná durou 364 dias. O senhor foi o médico veterinário que representou os pecuaristas do Estado. Houve ou não foco de febre aftosa no Paraná?
Aqui no Paraná não houve a doença pelo fato de que em nenhum momento tivemos o quadro clínico clássico da doença. Todos os exames [feitos na ocasião] não mostraram categoricamente que se tratava de febre aftosa. Todas as tentativas de isolamento viral foram negativas. Existe um princípio clássico dentro do estudo da epidemiologia de que você só vai comprovar uma doença infectocontagiosa identificando o agente, e nós não tivemos a identificação do agente. Portanto, se houve febre aftosa do Paraná tem de entrar para os anais da ciência se constituindo como o caso mais atípico de febre aftosa que já tivemos registro.

Em entrevista concedida no dia 22 de outubro de 2005 ao Paraná TV (Globo), o então secretário da Agricultura, baseado em laudos técnicos da Seab (Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná) e no vínculo epidemiológico com o Mato Grosso do Sul, declarou a suspeita de febre aftosa no Paraná. O senhor acha que isso foi um erro, uma atitude precipitada?
Não acho que ele tenha sido precipitado, mas talvez tenha havido um equívoco quando afirmou que havia animais com lesões características de aftosa. Quando estamos investigando uma doença como a febre aftosa tem de ter excesso de cautela, porque se é realmente, toda medida que se toma a menos é prejuízo. O que deveria ter sido reparado nesse posicionamento do secretário é que naquela época os animais a que ele se referiu não tinham exatamente lesões de febre aftosa. Mas um Estado como o Paraná, que tem enorme importância em termos de agronegócio, ir a público anunciar à sociedade que está investigando animais que vieram do Estado declarado como foco de febre aftosa [Mato Grosso do Sul], acredito que não devemos ver de forma negativa. É importante que fique claro para toda a sociedade que numa situação como essa é necessário investigar, mas suspeita é uma coisa e evidência é outra.

A Seab encaminhou 233 exames de LEF (colheita do líquido esofágico-faríngeo) ao laboratório Lanagro de Belém (Laboratório Nacional Agropecuário). Dessas amostras 180 foram negativas, as restantes foram perdidas pelo laboratório. Mesmo depois dessas amostras, foi declarado no dia 6 de dezembro o primeiro foco de aftosa no Estado. Esses exames não eram suficientes para afirmar que os animais não estavam contaminados?
A partir do momento que houve a suspeita, lidou-se muito mal com essa situação, porque se houve a suspeita, rapidamente teria de ser identificada. E quando digo rapidamente é num intervalo de 24 a 48 horas e não semanas ou meses. Quando se investiga uma doença dessa magnitude tem de oferecer respostas rápidas e foi o que nós não oferecemos. A situação no Paraná não se deve a um erro, a um pronunciamento à imprensa, deve-se a uma somatória de erros. Um dos graves erros, e que se reflete até hoje, é uma infra-estrutura inadequada dos laboratórios. Não tivemos condição rápida de responder à pergunta se havia ou não febre aftosa aqui, e como a dúvida persistiu, tornou-se insustentável manter a situação somente como suspeita.

Foram sacrificados mais de 6.000 animais. Como foi para o senhor, médico veterinário, assistir ao sacrifício?
Há uma cena que me impressionou mais que tudo. Foi numa fazenda onde estávamos fazendo uma perícia e num intervalo entre uma necropsia e outra ficamos próximos ao local onde estava acontecendo o sacrifício dos animais. Teve um momento em que os animais estavam sendo colocados no caminhão e também um bezerro que estava junto da mãe. Naquele momento, o animal sendo erguido e a imagem do bezerro sangrando junto da mãe, foi muito impressionante. O sol estava refletindo naquele sangue. Talvez eu tenha gravado como o momento que mais me sensibilizou. Se pudesse resumir esse momento seria o pior dos piores. Me pareceu que nada fazia sentido. Tive uma sensação que era um misto de impotência, de compaixão, de desespero, mas acima de tudo, um sentimento de incompreensão de não estar vendo sentido em nada.

O senhor mencionou no início desta entrevista que não gostaria de falar somente sobre febre aftosa. Por quê?
Acho que existem profissionais especialistas em febre aftosa, minha especialidade é patologia animal. Sei que há uma ligação em relação ao caso comigo, mas acredito que minha carreira não é só isso. Tenho tentado me libertar um pouco do caso febre aftosa.

Quando o senhor decidiu ser médico veterinário?
Isso vem de muito tempo. Quando era criança sempre tive bicho em casa, cão, gato. Cresci num ambiente muito interiorano onde tinha contato com sítios e fazendas. Lembro que em Macapá [Amapá] havia um campus avançado da Universidade Rural do Rio de Janeiro. Periodicamente a cidade recebia turmas de medicina veterinária dentro do Projeto Rondon [uma ação interministerial do governo federal, destinada a incorporar de forma ativa, a contribuição do estudante universitário na redução das desigualdades sociais e regionais] e era uma experiência muito rica para a cidade, porque eram médicos veterinários que iam até a comunidade dando esclarecimentos à população e também fazendo atendimento a cães, gatos, bovinos. Meu primeiro contato com a medicina veterinária foi exatamente por meio dessas turmas do Projeto Rondon. Nessa época eu tinha uns 11 anos.

Como foi misturar a medicina veterinária com a docência?
Eu tinha uma visão muito limitada da coisa naquela época. Fui para São Paulo e imaginava fazer residência e voltar, ainda não tinha pretensão em fazer mestrado, doutorado e muito menos dar aulas. Mas as coisas foram acontecendo e logo que terminei a residência já fiz exame de seleção para o mestrado na Unesp [Universidade Estadual Paulista] no campus de Botucatu, São Paulo. Logo no começo do mestrado prestei concurso para professor na Universidade Federal do Paraná e passei. Naquela época isso me deixou muito entusiasmado, mas ao mesmo tempo com medo, porque eu era muito inexperiente e assumir uma função docente numa universidade tão tradicional foi uma experiência muito boa, passei dois anos na Federal. [Universidade Federal do Paraná]

Ser professor e médico veterinário são áreas bem diferentes, lidar com animais e pessoas ao mesmo tempo. Como o senhor vê esses dois lados?
Não acho que sejam tão diferentes assim. Inclusive, vejo minha profissão como algo extremamente importante no ponto de vista educativo. Cuidar de animais, dar atenção aos animais, mostrar para toda a sociedade como é importante respeitar a vida e também o meio ambiente. Nós, como seres humanos, assumimos uma situação privilegiada no planeta, mas ao mesmo tempo, de grande responsabilidade, porque temos a capacidade de zelar, mas também de destruir esse mesmo planeta. Então quando assumimos cuidar da vida animal, também estamos preservando o equilíbrio do planeta. Diante desta visão que o veterinário atua educando a sociedade como um todo. No meu trabalho rotineiro como professor procuro sempre incorporar essa prática dentro da minha vida como veterinário também. Não existe Raimundo professor ou Raimundo veterinário, o que existe é um médico veterinário professor e procuro estar integrando as duas coisas. Procuro educar meus alunos não só como médicos veterinários, mas também como cidadãos. Parte do professor que sou hoje é bebendo na fonte de Carl Sagan [professor de astronomia e ciências espaciais na Cornell University, morto em 1996]

O que o senhor quis dizer com ter como fonte de inspiração o cientista Carl Sagan?
Ele tem uma forma de divulgar a ciência em que mescla eruditismo, poesia, técnica, refinamento, tudo de maneira agradável para quem lê. Então para um aluno que ouve uma explicação técnica de forma elegante, clara, transparente e bonita tem um impacto muito grande. Dessa forma me considero um professor à moda antiga, porque vejo o espaço da sala de aula como um espaço para celebração. Acredito que esse espaço da sala de aula permite isso. Quando entro para dar aula entro com tesão, me empolgo em dar aula. Mesmo com jornadas de manhãs e tardes inteiras lecionando não me canso. Ao contrário, isso me dá um colorido especial na semana. Então Carl Sagan é uma fonte na qual eu bebo conhecimento técnico e em que eu me inspiro para gerar encantamento nos alunos.


O senhor nasceu no Norte. Como chegou a Maringá?
Fiquei dois anos dando aula na Universidade Federal do Paraná e depois desses dois anos saí de lá porque meu contrato era como professor substituto temporário. Prestei concurso na Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, e também passei. Mas estava no começo da minha carreira e achei que fosse ficar meio perdido em Minas. Nesse meio tempo recebi proposta de uma universidade privada do interior de São Paulo, na cidade de Presidente Prudente, chamada Unoeste [Universidade do Oeste Paulista]. Aceitei a proposta. Acabei ficando oito anos em Presidente Prudente. Lá era muito interessante porque não tinha ainda o setor de anatomia patológica, que é a área em que eu trabalho. Então tive a incumbência de começar a estruturar esse setor. Hoje, quando retorno lá, tenho prazer em ver que a rotina é muito bem estruturada e que é um serviço totalmente incorporado ao hospital veterinário deles. E saber que começou comigo teve prazer especial. Depois desse longo tempo na Unoeste, fui comunicado que o Cesumar [Centro Universitário de Maringá] estava selecionando profissionais para o cargo de coordenador que se encontrava vago. Fiz o processo de seleção sem muitas pretensões porque estava muito bem onde trabalhava, mas aquele bichinho da inquietação me motivou. Num intervalo de tempo bem curto o Cesumar comunicou que eu tinha sido selecionado. Foi uma transição grande mudar de emprego e de cidade. Mas vem dando certo e estou no Cesumar há pouco mais de um ano.

Como o senhor vê o crescimento da profissão de médico veterinário?
Antigamente o médico veterinário era tido como aquele sujeito que cuidava de animais, hoje o nosso envolvimento dentro da sociedade é enorme, seja atuando de maneira preventiva ou curativa em relação aos animais, mas principalmente ajudando na produção de alimentos, zelando pelo bem estar da população em programas de saúde pública ou na defesa sanitária. Hoje você não vai ter nenhum produto de origem animal que não tenha sido inspecionado por um médico veterinário. É uma profissão que tem enorme importância em termos de saúde pública. Além disso, os veterinários estão bastante envolvidos em projetos de pesquisa dentro da biotecnologia, da indústria farmacêutica, em projetos de experimentação animal. Vejo como uma profissão que está em ascendência, que acaba tendo uma forte repercussão política e econômica que hoje a gente vê com satisfação e que só tem a trazer prestígio para a categoria.

E o crescimento dos pet shops?
Especificamente com relação ao mercado pet shop, vejo que também utilizamos os animais como fonte de negócios já bastante segmentada dentro da comunidade. É pouco provável que em uma cidade de pequeno ou médio porte você não vá encontrar uma casa que comercialize animais ou acessórios para embelezá-los. De certa maneira também vivemos uma contradição em relação a isso porque, por um lado, comercializar esses animais e cuidar deles e por outro os deixar abandonados à própria sorte. Partindo disso acredito que hoje os pet shops fazem mais bem do que mal.

O veterinário vive uma situação complicada com os animais, ao mesmo tempo em que preserva a vida deles os preda. Como o senhor vê essa situação?
Nossa relação com os animais é muito ambígua. Ou nós damos muito carinho, estendendo a eles o mesmo direito que damos a um membro da família, ou então lidamos com esse animal de maneira unilateral, aproveitando dele da maneira que melhor nos convêm, inclusive os comendo, já que dentro da cadeia alimentar nós predamos vários animais. Isso não deixa de ser uma contradição que o próprio médico veterinário vive. O ser humamo vive a dualidade de ao mesmo tempo ser o guardião da natureza e ser o seu principal devastador.

Médico veterinário, professor, coordenador de curso. Várias as funções que ocupam muito tempo. Sobra tempo para fazer as coisas que gosta?
Tenho um péssimo costume de levar trabalho para casa, mas gosto de ouvir música, ir ao cinema. Meu principal passatempo é ler. Mas também tenho um vício: adoro computador, programas e jogos também. Não sou escravo da televisão e isso me dá bastante vantagem. Há uma coisa que não faço e que me faz muita falta: a atividade física. E isso é falta de disciplina da minha parte, de não incluir isso nas minhas atividades.

Faz pouco mais de um ano que o senhor está em Maringá. Já se adaptou à cidade?
Pois é, já faz um tempo que estou aqui e gosto muito de Maringá. O maringaense colabora muito para isso. São pessoas muito receptivas. Gosto também do clima da cidade que é muito bom.

Imagem/Arquivo particular Raimundo Tostes
Tostes diz que as aulas dão colorido especial à sua semana

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