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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Entrevista

  08/12/2006
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RONALDO ESPER " "Não gosto de roupa bordada, mas eu desenho, faço e vendo"

Estilista considerado o "rei das noivas" discute temas e assuntos referentes ao seu passado e a moda brasileira

RONALDO ESPER Por Alexandre Fumagalli
Ronaldo Esper é costureiro e conhecido como "rei das noivas". Interessou-se por moda desde criança, por forte influência da mãe, isso em 1956, ano em que foi lançado o New Look Dior, que respondia à pobreza dos anos de guerra. Esper começou a produzir quando surgiram as linhas trapézio, nas mãos de Yves Saint Laurent. Sem curso e aos 18 anos, o estilista começou a trabalhar na Casa Vogue, uma das casas de moda mais importantes de São Paulo. Isso aconteceu quando Ronaldo apareceu mostrando seu trabalho em um programa da extinta TV Tupi. Era conhecido pelas linhas enxutas, influenciado por Pierre Cardin. Já outros estilistas da época, como Dener e Clodovil, tinham grande influência de Balmain e Dior.

Após um ano trabalhando na Casa Vogue, Esper decidiu montar seu atelier. No dia 21 de março de 1964, na avenida Rebouças, se estabeleceu. O seu atelier ficava na mesma rua dos de Dener e Clodovil. Em 1972, Ronaldo Esper decidiu ir para Roma como correspondente do jornal "Folha de S. Paulo". Chegou a trabalhar com estilistas renomados, como Renato Ballestra, Pino Lancetti e na Casa Valentino. Voltou ao Brasil na década de 1970, quando no Brasil a alta costura de lugar ao prêt-à-porter. Para manter-se na moda, Esper passou a fazer vestidos de noivas e de festas. Atualmente, continua fazendo esses vestidos em dois ateliers em São Paulo, além de apresentar o quadro "Alfinetadas", no programa Superpop, da Rede TV, todas as quartas-feiras.

Ronaldo Esper esteve no início de setembro em Maringá, onde acompanhou o desfile de comemoração do aniversário de um ano do Maringá Shopping de Calçados. Ali ele pretende abrir uma filial de seu atelier. Em entrevista ao jornal Matéria Prima, após o desfile, ele falou sobre a sua carreira e opinou sobre as consumidoras e sobre a moda brasileira de hoje.

Entre Dener e Clodovil, você era a opção mais chique. Por quê?
Eu era conhecido como o costureiro das linhas simples. As mulheres usavam aquelas roupas bordadas, como hoje. Eu, particularmente, vou falar uma coisa que não devia falar: eu não gosto de roupa bordada, mas eu faço, lógico, eu desenho, faço e vendo, principalmente. Então naquela época eu era conhecido dessa forma.

Você continua com esse status nesse mercado tão competitivo?
Modestamente devo dizer para você que eu tenho quase certeza que é o único atelier de alta costura que sobrou, pelo menos na cidade de São Paulo. Um atelier estabelecido. Eu estou na avenida Rebouças, que tem 28 empregados. Porque os outros que trabalham dizendo "alta costura", é gente que pega costura e entrega para a costureira fazer, terceiriza. Eu não, eu faço tudo dentro do atelier. Então, nesse sentido, eu considero que sim.

Você entrou para o mundo da moda sem curso, somente com talento e prática. Isso é possível hoje?
Bem, no meu tempo não existia curso de moda. Eu desenhava moda. Tive contato com moda, com revistas, com gente de sociedade, com minha mãe, que era uma mulher muito vaidosa, com costureiras. Mas eu tive um curso, sim. Eu fui estilista da Casa Vogue, que era a Daslu daquela época. Foram eles que me procuraram. Então eu comecei lá, fiquei um tempo lá e aprendi muita coisa dentro da Casa Vogue, que importava vestidos Dior, Givenchy. Enfim, eu tinha contato com tudo isso, Chanel, nossa, quantos tailleurs da Chanel eu vi desmontar e remontar na minha frente, porque eles copiavam. Foi uma escola muito grande. Eu acho que essa maneira de começar agora é muito difícil, porque as casas nem fazem mais isso. O caminho para quem tem jeito de desenhar moda realmente é escola, é entrar para uma escola de moda.

As suas roupas continuam enxutas como antigamente?
Não, foi assim: eu sempre fui enxuto, e depois a moda, na verdade o gosto geral, decaiu. Aquelas mulheres muito elegantes, que se vestiam muito sobriamente, foram desaparecendo, e o dinheiro mudou de mão. A sociedade mudou de mão e entrou um outro tipo de gente, que são as pessoas de hoje. Elas têm um gosto diferente, carregado, do empetecado, do bordado, e eu não podia fechar minha casa, tinha de continuar. Então, eu entrei nesta onda. Fui junto com o que as pessoas estavam indo. Isso você também pode notar na moda internacional. Se você pegar um vestido Dior de 1950 e botar perto de um John Galliano, que é o desenhista dele hoje, você pensa que está numa escola de samba da Beija-Flor.

Hoje você é um estilista de reação à moda de quem?
Hoje não. Há algum tempo eu só faço noiva e vestido de festa. Na noiva não há praticamente mudanças. Há mudanças assim, muito sutis, muito pequenas. E o vestido de festa, logicamente, tem uma mudança um pouco maior, mas também não são mudanças tão radicais. Eu continuo, logicamente, observando o que acontece à minha volta e o que a cliente gostaria de ter, e, dentro disso, eu vou me adaptando.

Se antes você tinha horror aos vestidos de noiva, porque hoje eles são sua marca registrada?
É verdade. Eu não gostava de vestido de noiva e quando aparecia noiva eu falava: "ai meu Deus do céu". Bom, mas por aí você vê que eu era, e sou, um profissional, porque eu sentava e desenhava. E os vestidos faziam sucesso. Tanto que hoje eu sou considerado o "rei das noivas", como falam por aí. Porque eu faço as noivas mais bonitas, mas não por uma obrigação atualmente, mas porque é uma coisa bem profissional. Eu encaro isso profissionalmente.

O que aconteceu com a alfaiataria?
Ah, infelizmente não aconteceu nada, porque desapareceu até o inverno, não tem mais o que fazer. Mas você sabe que mesmo assim, eu faço ainda alguma coisa leve, de linho. Mas para poucas pessoas. Há pouco tempo, antes do casamento da Luciana Gimenez, eu fiz para ela um tailleur verde, muito bonito. Fazia tempo que eu não fazia. Ficou lindíssimo, ela ficou encantada. Falei: "pois é, as mulheres se vestiam dessa forma". Ela até levou esse tailleur para a lua-de-mel à Europa, agora.

Logo após um ano na Casa Vogue, você montou seu próprio negócio. Hoje é possível ter essa ousadia no mundo da moda?
Você pode até abrir uma casa de moda, vamos dizer, arrumando um estilista, arrumando uma equipe e tudo. Só que a concorrência é muito grande e eu tenho a impressão que para abrir uma casa de moda razoável, o capital tem de ser razoável também. Porque não dá para abrir como eu abri, sem nenhum centavo no bolso.

Como foi projetar-se costurando para mulheres feias? Dessa forma você conseguiu conquistar as tão almejadas clientes?
É, no começo fiquei muito assustado. A minha madrinha era uma grande cronista social, que se chamava Alik Kostakis. E ela me trazia as pessoas. Só que ela fazia o que podia, então ela trazia as mais feias, porque as mais bonitas estavam com o Dener e com o Clodovil. Só que após as festas que aconteciam, as que eu vestia se destacavam mais que as deles, que eram mais bonitas, mais magras e mais jovens. Então, eu ficava muito contente, porque o sucesso era grande, mas ao mesmo tempo eu achava que aquela gordona que eu vestisse, se eu estivesse vestindo uma magrela, teria, talvez, sido melhor. Daí as magrelas vieram também.

O que você aprendeu em Roma?
Antes de mais nada eu devo dizer que, realmente, quando eu fui para Roma, tinha minha casa aqui há 10 anos, e tudo que eu aprendi foi com a Casa Vogue e com a sociedade. Com a alta sociedade mesmo, que existia naquela época em São Paulo. Mulheres muito cultas, muito educadas, muito finas e muito elegantes que conheciam a moda, viajavam muito. Quando cheguei na Europa e comecei a trabalhar, tive muita dificuldade, porque o meu gosto já era um gosto bem europeu e claro que tudo o que eu fiz lá, nas casas em que trabalhei, só acrescentou àquilo que mais ou menos eu sabia.

Você disse que aprendeu muito com as elegantes da época. O que as elegantes de hoje ensinariam?
Bem, a gente não pode falar tanto em elegância. Eu acho que hoje a moda virou um comércio, um comércio muito grande. Você vê que não muda mais nem de mês em mês, é quase de três em três dias que muda. Hoje você vê uma estampa com banana, depois a estampa é com foguete, amanhã é com "não sei mais o quê", amanhã não é mais estampado. Então o que interessa hoje em dia , para os grandes industriais de moda, é o grande giro de dinheiro. Então moda é isso que te falei. Elegância... ainda existe um grupo de mulheres que são elegantes, e você pode reparar que a pessoa que é elegante é meio démodé, dá essa impressão de meio de fora de moda. Repare isto, quando você vê uma senhora muito elegante, você diz: "nossa, que coisa mais fora de moda". Depois que você analisar de novo, você fala: "realmente ela é chique, ela está bem vestida, ela está como se deve".

O que acontecia por trás da "trindade da moda brasileira"?
Era uma coisa muito engraçada. Quem me apresentou para fazer o primeiro programa da Hebe [Camargo] foi o Dener, porque eu tinha o atelier na mesma rua dele. Eu sempre me dei muito bem com ele, e o Dener era uma pessoa muito generosa. O Clodovil sempre foi o que ele foi. Ele briga até com a própria sombra dele. Ele não é uma pessoa generosa. Sempre falo que é uma pessoa difícil, que não é do bem. Então com o Clodovil eu procurava estar afastado, aliás eu nunca tive amizade com ele. E o Dener não, eu sempre me aproximei dele, e ele me ensinava muita coisa.

A moda atual merece levar alfinetada ou agulha de ouro?
Depende. Há moda boa, há casas boas, mas você tem de peneirar muito. Mesmo, por exemplo, quando você vê uma coleção. Vamos pegar a do Dior que é mais impressionante. Aquilo que você vê na passarela é apenas um show, porque o que você vê para vender e na vitrine são coisas muito bonitas e que não têm nada a ver com aquilo. São tailleurs, são vestidos normais. Então existe esse chamariz nas casas, nas outras casas também existe, o McQueen, tantos outros, aquela Lenon, que chamam a atenção, e isso é para vender perfume, bolsa, sapato, cinto e o diabo a quatro. Agora, os bons vestidos existem lá também, tanto no prêt-à-porter quanto na alta costura. Mas não há muito interesse em mostrar, principalmente alta costura, que é muito caro. Mostra-se um prêt-à-porter, que é coisa mais razoável. E tem o fato maior, o mais importante, que a moda, é claro, continua sendo francesa. Para mim é, mas a moda italiana conseguiu industrializar muitíssimo bem as estruturas das roupas. Você vê bem uma roupa italiana é uma roupa perfeita e foi feita às "bateladas", aos montes. Então, já que é comércio, acho melhor uma roupa italiana.

Imagem/http://geraldofreire.uol.com.br/conteudoPrimeirapagina1103.4.htm
Esper diz que hoje a moda virou um comércio muito grande

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