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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Opinião

  21/04/2008
  1 comentário(s)


O tema individualismo e o fenômeno "matar"

Os homens não pensam nos interesses coletivos e matam para atender aos próprios desejos, constituindo, assim, um fenômeno social aparente

O tema individualismo e o fenômeno Isabela Amaral
A partir do século 18, quando o sistema econômico liberal tornou-se hegemônico no mundo, houve o incentivo ao individualismo. Acreditava-se que o homem agindo de acordo com os seus interesses, beneficiaria toda a sociedade. Hoje se vive num sistema econômico neoliberal, uma nova face contextualizada do liberalismo clássico. A individuação se dá por meio do RG e CPF, bem como outras marcas que reforçam a idéia de um ser único e indiviso. Os homens não pensam nos interesses coletivos e matam para atender aos próprios desejos, constituindo, assim, um fenômeno social aparente.

Diferentemente da aposta liberal em uma sociedade melhor, decorrente de uma apologia do indivíduo, assiste-se a um caos social. De acordo com o Relatório Global sobre Assentamentos Humanos, do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (UN-Habit), realizado este ano, a América Latina é um dos continentes que possui as taxas de homicídios mais altas do mundo. Em 2005, no Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 37% das mortes não naturais decorreram de homicídios.

Os dados comprovam que o número de crimes é elevado e muitas vezes possuem motivos banais, como o caso de uma garota de 16 anos que ateou fogo a outra, de 14, por inveja de sua beleza, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo do dia 23 do mês passado. Neste caso a vítima não morreu, continua internada e em recuperação, mas em outros a vida foi tirada com agressividade, como o caso de Amanda Rossi, estudante asfixiada dentro da Universidade Norte do Paraná (Unopar) no ano passado em Londrina. De acordo com o jornal Folha de Londrina, do dia 27 de março, ainda não se sabe quem a matou e nem o por quê. Outra vida desperdiçada por motivo banal e retratada pelo mesmo jornal foi a de Suely Aparecida de Souza, funcionária do setor de hemodiálise do Hospital Universitário (HU) de Londrina, vítima de bala perdida quando conversava com amigos em frente a uma pizzaria.

Atualmente, percebe-se uma naturalização da violência, fruto de uma sociedade individualista, em que só o que interessa são as necessidades próprias.

O motivo para matar é individual: inveja, ciúme, raiva e, muitas vezes, apenas o desejo de cometer um crime. A fome e a miséria também são fatores que desencadeiam a violência, mas não são os únicos, haja vista a posição de número 96 ocupada por um dos países mais desenvolvidos do mundo, Estados Unidos - apenas 13 dígitos acima do Brasil - no Índice de Paz Global (Global Peace Index " GPI), primeiro estudo realizado pela consultoria britânica Economic Intelligence Unit (EIU) que classifica 121 países, em ordem crescente, de acordo com o grau de paz.

Para tentar reverter esta situação os governantes deveriam pensar não só em ampliar a ação policial e promover campanhas de desarmamento, mas ainda em instigar a população a um sentimento de pertença à comunidade, com vistas aos interesses comuns de um maior número de pessoas, a fim de amenizar o individualismo e, desta forma, conter o grande número de homicídios.

Imagem/http://static.flickr.com/34/103406689_a6672ee95f_o.jpg


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  Autor: Isabela Amaral


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