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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Reportagem
  29/05/2004
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Arrendamento de terras é bom negócio em Maringá
Os arrendatários estão pagando anualmente por alqueire alugado até R$ 2 mil ou 40 sacas de soja fixos
Arrendamento de terras é bom negócio em MaringáCleberson França
A prática do arrendamento de terras tornou-se um negócio muito comum e lucrativo para os agricultores da região de Maringá. Com os bons preços pagos pela locação das terras, fazendeiros e grandes sitiantes não estão mais plantando suas áreas. Surge assim, um novo ícone da produção agrícola: o arrendatário. Na maior parte das vezes não possui propriedades e se possui é pequena. Ele loca ou arrenda os terrenos a serem plantados. O investimento é voltado para aquisição de maquinários e equipamentos agrícolas destinados a maior produção.

Existem pessoas que praticam essa atividade há vários anos, esse o caso de Robson José Polotto, agricultor arrendatário e administrador de empresas. Sua família está em Maringá desde 1948, como não tinham capital para a aquisição de novas áreas, começaram a arrendar propriedades vizinhas. O negócio deu tão certo que dos 400 alqueires que a família planta, 75% é arrendado. Polotto afirma que existem duas maneiras de pagar a renda: porcentagem ou renda fixa. No seu caso para as terras arrendadas em porcentagem, ele paga ao arrendador ou dono da terra, 35% do que colhe na safra de verão (milho e soja) e 15% na safra de inverno (trigo, milho, sorgo, canola). Nas áreas negociadas com renda fixa ele paga 40 sacas de soja anualmente, produzindo ou não, pois existem os contratempos, e não paga renda da safrinha. Ele afirma que por muitos anos o arrendamento vem sendo um bom negócio, mas como todo negócio existe o risco de perda.

Polotto explica que não trabalha só, pois esse ramo necessita de bastante mão-de-obra, especializada e de confiança. A família Polotto é composta por três irmãos um tio e um primo que trabalham em conjunto, ou seja, montaram uma espécie de empresa rural. Tudo é dividido em partes iguais: trabalho, despesas e o lucro.
No ano passado com os lucros obtidos na safra a família comprou uma área avaliada aproximadamente em R$ 1 milhão.

Polotto diz que a fórmula para ter bons lucros está na quantidade de terras plantadas. Quanto mais terra, maior será seu lucro. Nesse sentido ele explica que são indispensáveis os investimentos com maquinários, “Em cinco anos compramos três tratores, uma colheitadeira, duas plantadeiras, um terraceador e mais alguns implementos, ou seja, R$ 700 mil reais de investimento”, afirma.

Polotto diz também que a busca incessante por conhecimento e novas tecnologias é indispensável para o agricultor ou empresário rural que quer ser bem sucedido. Ele é formado em administração de empresas pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e está fazendo especialização em agronegócios. Polotto diz que participa constantemente de reuniões e palestras relacionadas ao agronegócio; ele diz que o novo produtor rural tem de saber o quê e como produzir e também saber comercializar, que na sua opinião é a parte mais importante.

Arivaldo Rossi, agricultor, planta 50 alqueires, desse total 80% é arrendado. Rossi afirma que está à procura de novas áreas, mas está difícil encontrar. Ele diz que a concorrência é grande e esse é um dos grandes motivos do inflacionamento da renda, “Há alguns anos eu pagava 20% do que era produzido, hoje estou pagando até 40 sacas de soja fixados anualmente” ressalta. Rossi afirma que há alguns dias, juntamente com mais três sócios, conseguiu negociar uma área de 40 alqueires na região de Maringá. Ele pagou R$ 10 mil no ato do negócio e mais 40 sacas de soja adiantadas, ou seja, antes da colheita. Rossi diz que não fez um excelente negócio, mas essa foi a única maneira de aumentar a área e tentar obter maior lucro.

Rossi diz que tem vontade de ir para o Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul e ampliar as fronteiras, pois lá o arrendamento é mais barato, mas ainda não sabe se a terra é produtiva e se chove como aqui em Maringá. Ele ressalta que uma das grandes vantagens de se produzir na região está na qualidade da terra, que afirma ser excelente e não requer muita adubação.Ele diz também que a mão-de-obra aqui barata e fácil de ser encontrada.

Rossi também está investindo pesado em maquinários. Em um ano comprou um trator, uma grade niveladora, um terraceador e na última feira agropecuária de Maringá, realizada este mês, fez o pedido de uma plantadeira e uma bomba de veneno automática. A quantia total dos investimentos chega a aproximadamente R$ 200 mil. Rossi afirma que a compra desses equipamentos não é a vista. O dinheiro é disponibilizado pelo governo federal, e é feito um financiamento para ser pago em 5 anos, com juros de 9,75% ao ano. Rossi diz que o arrendamento é um bom negócio e que pretende continuar. Com o dinheiro conseguido nos últimos anos ele comprou os maquinários, um carro seminovo e ainda tem um bom dinheiro guardado.
Isaura Pazinatto, 80, é proprietária de 20 alqueires em Maringá. Ela arrenda as terras dela há mais de 15 anos e diz que esse é um ótimo negócio. Segundo ela é importante conhecer a pessoa com quem vai negociar. A credibilidade do arrendatário é fator decisivo para a efetuação do negócio. Um dos motivos que fez Pazinatto arrendar suas terras foi o bom preço pago pelos arrendatários. Ela diz também não ter mais condições de cuidar de suas terras e que se tivesse mais propriedades as arrendaria.


Imagem/Cleberson França
Em vez de comprar terra, agricultor investe em equipamentos


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