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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Reportagem
  22/09/2007
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Camiseta personalizada é uniforme do "terceirão"
Segundo professora Palmira de Castro, alunos do terceiro ano do ensino médio gostam de se diferenciar dos demais
Camiseta personalizada é uniforme do Emanuele Rhoden
É tradição nos colégios de Maringá e região, alunos do 3º ano do ensino médio confeccionarem camisetas personalizadas. As camisetas carregam estampas e frases das mais variadas. Por exemplo: "Rumo à faculdade", "Formandos 2007"; outras, trazem frases mais humorísticas. Por exemplo: "Nóis trupica mas não cai" e "Burro também se forma".

Maysa Gabriela Buzzo, aluna do terceiro ano do ensino médio, diz achar divertida essa tradição de fazer camisetas personalizadas. "Desde o ano passado minha turma já estava bolando e procurando algumas frases. Agora, estamos querendo fazer outra camiseta, provavelmente para o final ano, com alguma frase dizendo que estamos indo para o cursinho ou faculdade, e com o nome de todos os alunos da sala," conta Maysa.

José Carlos Pereira, que trabalha há quase 20 anos com estamparia de camisetas, diz que há quase dez anos nota o interesse de alunos do "terceirão" de se diferenciar dos demais fazendo camisetas, mas que nos últimos cinco anos essa procura vem crescendo. "Atendemos por ano aproximadamente pedidos de 30 colégios de Maringá e região," diz Pereira.

Maysa Gabriela Buzzo, conta que sua turma fez duas camisetas, uma engraçada e outra séria. "A camiseta com a frase "Já podemos ser lixeiros!" não foi aprovada pela coordenação da escola, então fizemos uma com a frase "Muitos tentam, nós conseguimos!". Depois resolvemos fazer por nossa conta a camiseta com a frase dos lixeiros, porque todos gostaram, mas não podemos usá-la na escola," revela Maysa.

Palmira de Castro, professora aposentada há seis anos, diz que desde a época em que dava aulas os alunos gostavam de fazer camisetas, porém não era tão comum como hoje. "Eu acredito que além de guardar uma lembrança do último ano do colégio, alunos do terceiro ano, por serem mais velhos sentem-se os "donos" da escola, então gostam de ser diferenciados," diz Palmira.

Maysa Gabriela Buzzo conta que não se sente superior aos outros alunos do colégio por estar cursando o terceiro ano, mas que alunos do "terceirão" são diferentes dos demais. "No próximo ano, muita coisa vai mudar, teremos de ser mais responsáveis. Além disso, cada um vai seguir um caminho diferente, alguns mudarão de cidade, outros irão se afastar por falta de convivência. Por isso acho legal ter uma lembrança do colégio, até porque muitos da minha sala estão estudando juntos desde pequenos. Camisetas e fotos são as melhores recordações," revela Maysa.

Frase escrita em camiseta gera polêmica


Rixa entre faculdades estaduais e particulares é caracterizada em peça de roupa de universitários


Wilame Prado
Os alunos do chamado "terceirão", na maioria das vezes, procuram deixar claro nas estampas e frases (muitas, criadas por eles) das camisetas que estão concluindo o ensino médio e que o próximo passo é entrar em uma universidade. Talvez esses estudantes nem imaginem, mas é justamente no espaço acadêmico que camisetas personalizadas têm gerado competitividade entre cursos e instituições de ensino.

A frase de uma camiseta feita para estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), vendidas pelo comerciante Saulo Roberto Braga, 32 anos, faz uma ironia que parece ser direcionada a estudantes de faculdades privadas. "Logo quando abri a loja, há uns quatro meses, alguns alunos da UEM pediram que eu fizesse camisetas com a frase "Ih foi mal, a minha é estadual". Até hoje essa camiseta está à venda e tem tido boa aceitação", comenta Braga, que confecciona e comercializa camisetas para universitários.

"Essa competitividade entre faculdades públicas e privadas já é antiga. O pessoal gosta de mostrar que estão em uma faculdade federal ou estadual, até mesmo porque são muito mais concorridas que a particular", afirma o comerciante, que, embora tenha como clientes estudantes da UEM, faz um apelo aos estudantes de faculdades particulares para que também criem uma frase como resposta e mandem a idéia para que ele confeccione as camisetas.

A psicóloga Eliane Maio diz achar saudável essa rivalidade estampada em camisetas, desde que isso gere reflexão crítica. "O jovem gosta de se expor, mas se isso for feito de maneira irônica e sem nenhuma reflexão, não leva a uma consciência adequada para um graduando. A rixa entre faculdade pública e privada é até saudável, porém, sendo só na base da ironia, isso não é nem relevante para uma discussão porque a pessoa mostra que tem personalidade fragilizada", argumenta a psicóloga.

Arthur César Jorge cursa Publicidade e Propaganda no Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e diz ter visto a camiseta que parece desmerecer as faculdades particulares. "É normal os jovens da universidade pública quererem tirar um "sarrinho" dos que fazem faculdade particular, mas é no mercado de trabalho que realmente a disputa para ver quem é o melhor vai acontecer", opina o estudante, que diz não gostar desse tipo de brincadeira.

Outro jovem que diz já ter visto uma camiseta desse tipo é Marcelo Vinicius Dressler, que faz o curso de História na UEM. Para o estudante, fazer camisetas com o nome do curso é uma boa idéia, pois acaba servindo de uniforme. Porém, Dressler se diz contra a camiseta que sugere superioridade de quem estuda na UEM. "É claro que é motivo de orgulho passar em uma universidade estadual, pois geralmente é bastante difícil, mas ficar se achando superior por isso, não é legal."

No sítio de relacionamentos Orkut, até então, existem dez comunidades com o nome "Ih, foi mal, a minha é estadual", totalizando 24.258 usuários, de diferentes lugares do Brasil. Mas, com toda essa rivalidade entre instituições de ensino, quem ganha mesmo são os que estão no ramo de camisetas. O comerciante Saulo Roberto Braga conta que ainda tem muita gente trabalhando de maneira informal, mas que em Maringá há, pelo menos, seis grandes lojas que se dedicam à confecção e vendas de camisetas personalizadas.


Imagem/Emanuele Rhoden
Aluna diz que as camisetas são recordações do último ano

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  Autor: Emanuele Rhoden e Wilame Prado, 2º jornalismo


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