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Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Reportagem

  09/06/2008
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Estelionato é freqüente em Maringá, diz delegado

O número de ocorrências na cidade é grande e as estatísticas exatas para registrar o crime são desconhecidas

Estelionato é freqüente em Maringá, diz delegadoLello Montanher
Golpes como cheque sem fundo, falsa recompensa, bilhete premiado, entre outros, são modalidades do artigo nº. 171 do Código Penal Brasileiro, referente ao estelionato. De acordo com código esse crime não é uma ação de violência física, é uma fraude contra o patrimônio financeiro. Segundo Paulo César da Silva, titular da Delegacia de Estelionato e Trânsito, essas fraudes acontecem com muita freqüência em Maringá.

O delegado afirma que não há estatísticas para revelar a quantidade de golpes na cidade devido ao grande número de ocorrências. Silva explica que é justamente pelo fato de o estelionato ser um dos crimes mais corriqueiros que em 2006 foi inaugurada a delegacia específica para atender os casos em Maringá e região.

Ele diz que o estelionatário além, de querer lucrar com o prejuízo alheio, é esperto o suficiente para observar o perfil do indivíduo antes de agir e inteligente o bastante para infligir a lei com desejo de obter vantagem ilícita para si mesmo. É o caso do famoso golpe do seguro. Além disso, o delegado destaca que muitos indivíduos se calam devido ao constrangimento de terem sido enganados e demoram a registrar queixa, o que atrapalha o trabalho da polícia.

Para a autoridade policial, o golpe do bilhete premiado ou da falsa recompensa, tem a participação gananciosa da vítima, que não desconfia do criminoso. "Ela [vítima] quer de alguma forma obter vantagem. Quem é que vai comprar um bilhete premiado para ajudar alguém? Vai comprar porque também quer ganhar", descreve o delegado.

O investigador Ivan Galdino de Freitas, responsável pelos boletins de ocorrência da 9º SDP (Subdivisão Policial) de Maringá, concorda com o delegado em relação à ganância das vítimas. Freitas também afirma que é difícil saber as estatísticas dos casos de fraudes na cidade, e que a maioria das denúncias registradas vêem dos comerciantes - os mais lesados por estelionatários. "No dia-a-dia é comum BO [boletim de ocorrência] sobre estelionato. Os mais registrados são as modalidades relacionadas aos cheques, como o cheque sem fundo de garantia."

César Eduardo de Andrade, advogado da área empresarial, explica que existem duas modalidades de vítimas do estelionato no comércio. Uma delas são as que geralmente investem em negócios oferecidos pelos criminosos, por exemplo, comprar mercadorias abaixo do preço. Já na segunda modalidade, são as vítimas que tentam obter lucro legal com vendas, mas, em alguns casos, as mercadorias são pagas com cheque sustado pelo cliente.

O advogado indica os procedimentos a serem tomados por pessoas prejudicadas pelo crime ao patrimônio. "Devem chamar a polícia e tomar o máximo de cautela possível com pessoas que possam, através do estelionato, causar algum prejuízo", alerta Andrade.


Estelionato é uma forma de expressão


Profissionais analisam o comportamento do estelionatário e a forma com a qual esse crime se insere na sociedade


Felipe Pamplona
O advogado criminalista José Hermenegildo Raccanello, de Maringá, diz que em mais de 30 anos de experiência, o que mais lhe chamou a atenção nos casos de estelionato que atendeu foi a facilidade desses criminosos envolverem as vítimas, despertando o sentimento de solidariedade e principalmente a ganância. "Os estelionatários são verdadeiros artistas. São extremamente organizados, pessoas com uma lábia muito grande. Com a aplicação dos golpes eles tornam uma prática legal em ilegal, como ao venderem uma propriedade por um preço abaixo de mercado."

O professor de Antropologia do Departamento de Ciências Humanas da UEM (Universidade Estadual de Maringá) Mário Camargo Pego, caracteriza o estelionato como o objetivo de levar vantagem sobre outras pessoas, mas não como característico de nossa cultura. "Esse é o grande perigo, em função de acreditarmos que isso é inato de nosso povo, que está no DNA do brasileiro acaba reforçando essa questão, sendo incorporada em nossa cultura. Acaba por criar uma apologia e passa a ver o malandro como "inteligente'. "

Pego observa a maneira com a qual a sociedade não questiona quanto deveria outras práticas criminosas que podem ser consideradas estelionato. "Na realidade quando pensamos em estelionato na proporção do impacto que provoca no indivíduo da sociedade, ignoramos o montante que ele resulta. Há outras formas de estelionato como o cartel realizado entre os postos de gasolina aqui em Maringá, falsificação de CD e DVD, colocando no mercado produtos de qualidade duvidosa. É uma forma das pessoas de sobrevivência das pessoas que estão fora do mercado ou também mais uma característica do estelionato."

A professora de psicologia jurídica da UEM Maria Tereza Gonzaga afirma que as pessoas geralmente fazem uma ligação equivocada entre a psicologia e o estelionato. "O estelionato em níveis de contexto social pode ser praticado de diversas formas. Por isso, dentro do âmbito da psicologia jurídica que eu sigo e que a gente vê, ela não serve para massificar ou dar perfis."

Maria Tereza explica ainda como os crimes são tratados pela psicologia juntamente com a criminologia. "Um parâmetro que eu acho muito interessante é verificar o delito dentro da história de vida de cada um. A psicologia jurídica vem para mostrar que a história de vida é muito importante para ter acontecido daquela determinada forma. Nós analisamos como uma forma do indivíduo se expressar."

Imagem/www.pm.to.gov.br/releases/verelease.asp?id=5163


Problemas com cheques são os de maior ocorrência em Maringá.
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  Autor: Lello Montanher e Felipe Pamplona


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