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Matéria Prima
Desde: 06/02/2003      Publicadas: 1989      Atualização: 25/08/2008

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 Reportagem

  30/06/2007
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Maringaense reclama de excesso de filas

Bancos, supermercados e postos de saúde lideram lista dos lugares que a população não suporta esperar por atendimento

Maringaense reclama de excesso de filasWillian Yudi
Quantas vezes você já entrou em qualquer banco, com pressa e vários compromissos para fazer naquele mesmo dia, viu o tamanho da fila e acabou desistindo de esperar? Ou então teve de escolher a fila que aparentava ter o menor tamanho no supermercado? Você já teve de esperar por uma consulta em algum posto de saúde da cidade?

A equipe de reportagem do jornal Matéria Prima saiu às ruas do centro de Maringá para verificar os três lugares onde o maringaense menos gosta de enfrentar as longas e demoradas filas.

Cerca de 25% dos entrevistados apontaram os bancos, que lideram o primeiro lugar da lista. "Não podemos perder tempo esperando na fila, temos coisas para fazer", diz Márcia Antunes, comerciante. Para ela, as filas nos bancos são motivo de irritação. Armando Canali Filho, gerente de produção regional de uma rede nacional de bancos, argumenta que existem outros meios pelos quais as pessoas podem pagar suas contas. "Os bancos disponibilizam canais alternativos, como farmácias e padarias. Existe também o atendimento eletrônico e a própria internet." Ainda segundo Canali, a falta de informação é fator determinante das filas. "A pessoa se sente mais segura vindo ao banco, por causa do contato humano com o atendente, o que não é disponível no atendimento eletrônico. É por causa disso que os próprios usuários são os responsáveis pelas filas", afirma.

Já em segundo lugar na consulta feita pelo MP aparecem os supermercados, com cerca de 17% dos votos. De acordo com Claudenice Fonseca, gerente comercial de um supermercado de Maringá, as reclamações de filas têm diminuído significativamente. "Para agilizar o processo de atendimento, um supermercado pode trocar equipamentos e ter à disposição, quando for preciso, alguns funcionários extras para trabalhar no caixa", argumenta. Para ela, o ato de fazer compras online também pode ser incluído nesse processo. "Alguns mercados possuem site para que o cliente faça suas compras em casa, com muito mais conforto. Outros disponibilizam a entrega pelo telefone, um meio de evitar as filas pessoalmente", diz.

Aproximadamente 15% das pessoas ouvidas pelo MP apontaram os postos de saúde da rede pública como o terceiro lugar em que não gostam de enfrentar fila. Rosimeire Munarin Ruiz, diretora de promoção e assistência à saúde em Maringá, alega que, embora existam as filas, todos são atendidos. "É claro que não temos como disponibilizar funcionários para atender todo mundo. Mas nós garantimos o atendimento", explica. Ainda segundo a diretora, o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde) é feito por agendamento, mas as pessoas geralmente chegam mais cedo que o horário marcado, na esperança de serem atendidas antes. "É irreal a pessoa achar que não vai ter fila. Todos precisam saber que existem leis e que, se por exemplo, estiverem esperando um idoso, uma gestante ou uma criança, o atendimento [a eles] será prioritário", argumenta.

Na busca pelo respeito aos direitos do consumidor, o Procon de Maringá realiza, constantemente, fiscalizações para saber se o tempo de espera nos bancos está acima do que é permitido pela lei.

Segundo Paulo Cézar, agente de fiscalização do Procon, a média é de uma multa por semana para os bancos que deixam o cliente esperando, em dias normais, mais de 20 minutos na fila. "A pessoa que se sentir desrespeitada pode fazer uma reclamação. Porém, é importante ressaltar que cada caso é um caso. Nós vamos à agência e fazemos a constatação para saber qual é o tempo gasto", diz. Para ele, é preciso haver maior dinamismo e mais interação entre as agências bancárias de Maringá. "O argumento que os gerentes de banco utilizam é o de que as pessoas vão aos bancos porque lá existe conforto: é um ar-condicionado, os bancos para esperar, o estacionamento. Mas é bom não confundir todo esse conforto com a questão do respeito ao consumidor", diz.

SERVIÇO
Confira outros locais apontados pelos maringaenses na consulta: restaurantes, lojas, cinemas, boates, transporte público, casas lotéricas, agência dos Correios, agências de emprego, prefeitura e pedágios.

Filas também são motivo de estresse


Qualquer que seja o lugar em que se espera em uma fila, é importante não perder a cabeça e manter a calma acima de tudo


Bruna Dias
Se tivéssemos de eleger um dos principais elementos geradores de estresse, aquele que é causa ou pretexto para a maioria dos problemas que as pessoas carregam no seu dia-a-dia, sem dúvida seria o tempo perdido em filas. Seja do posto de saúde, no supermercado ou no banco, sempre há uma "filinha" básica a se agüentar.

"Quando sei que tenho de ir a algum lugar que tem fila, já fico estressada antes de chegar lá", comenta a aposentada Maria Tereza Alves. Ela conta que, algumas vezes, perde praticamente o dia inteiro dentro de algum lugar.

Com objetivo de recuperar parte do tempo perdido e fazer os minutos passarem mais depressa, algumas pessoas tentam se distrair, lendo, conversando ou até mesmo fazendo tricô. "Já faz uns três meses que estou na fila do SUS [Sistema Único de Saúde] , e até agora nada. Quero uma consulta para meu neto, que está precisando de um neurologista. Mas está difícil. A fila aqui anda, aliás, não anda, e sim rasteja. Fazer tricô é o jeito que eu encontro para passar o tempo e ficar menos irritada", diz Neide Davance. A aposentada diz ainda que é preciso ter "nervos de aço" para agüentar toda a espera. "Tem dias que isso aqui parece uma bagunça, dá um trauma na gente", complementa.

Dentre várias condições que originam a dor e o desconforto, não se pode ignorar que as filas gigantescas afetam as emoções, causando conseqüências que podem se manifestar por meio da postura, dos gestos e dos movimentos. Meire da Fonseca Bifom , psicóloga da Secretaria de Educação de Sarandi (Município distante 10 Km de Maringá), diz que sinais de indisposição, cansaço, insônia, apetite descontrolado, são uma das formas que o organismo reage ao estresse. "Cada indivíduo tem uma forma diferente de enfrentar as situações. O ideal é aprender a lidar com isso. Se o trânsito está lento, ligue o rádio e ouça uma música. Se a fila do banco está enorme, e você percebe que vai demorar, converse com alguém que está do lado, leia um livro, leve alguém que possa ficar te fazendo companhia ou te distraindo".

A psicóloga diz ainda que não vale a pena se irritar e castigar o corpo "É importante manter a calma, relaxar. As filas não vão diminuir mesmo, então vamos fazer com que elas não sejam causa de estresse."

Imagem/www.fozdoiguacu.pr.gov.br
Especialistas afirmam que as filas afetam as emoções

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  Autor: Willian Yudi e Bruna Dias, 2º jornalismo


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